Válvulas de regulagem

Desenho esquemático de uma 
válvula de globo em corte
 


 Válvula angular 90° de globo, 
40 a 500 mm  (Niagara)
 


Desenho esquemático de um 
registro de pressão em corte (DECA)
 


Desenho esquemático de uma 
válvula de agulha em corte
 


Válvula de diafragma em 
corte demonstrativo

São válvulas empregadas para controle do escoamento ou bloqueio total do líquido. Os tipos mais comuns são as válvulas de globo, registros de pressão, válvulas de agulha e válvulas de diafragma

Materiais 

São fabricados nos mais diversos materiais, inclusive entre seus prórpios componentes, porém podem ser citadas algumas preferências para seus corpos, como nos seguintes exemplos:

  • Bronze com fecho de aço inoxidável, para água, óleo ou gás, sem golpes, até 63  kgf .cm2 e vapor até 288°C, 21 kgf .cm2, nas dimensões de l/2" a 3" e até mais;
  • Ferro fundido, classe 125 Ib, para vapor saturado, água, gás, óleo etc. até 40°C, nos diâmetros de 40 a 250 mm;
  • Aço-carbono fundido, classe 150 Ib, para vapor até 260°C, água, óleo e gás a 40°C;
  • Aço-carbono fundido, classe 300 Ib, para vapor até 450°C, água, óleo e gás a 40°C. 
Engaxetamento

Como as válvulas de gaveta, as de globo devem ter, entre a haste e o castelo, gaxetas apropriadas, para garantirem estanqueidade. A peça que comprime as gaxetas tem o nome de preine-gaxetas. Essas  gaxetas podem ser de seção quadrada ou circular e constituídas por um dos materiais a seguir relacionados, impregnados com fluido viscoso ou grafite, para melhor aglutinação dos elementos e lubrificação. Usam-se:

  • fibras torcidas e trançadas de asbestos (amianto), algodão, raiom, náilon, juta, rami, teflon (não-grafítado), cobre, vidro, alumínio, chumbo, mica;
  • fibras tecidas em panos, quer enrolados, quer em sanfona ou em laminados;
  • tiras de cordões de couro;
  • de metal antifricção com pregas ou enrolado em espiral, com asbestos, lona e borracha, semi-metálica e plástico, sendo lona e borracha não indicadas para condutos de gasolina e óleos, e plásticas não para as de amônia.
Válvulas de globo

São equipametos de grande robustez e têm o nome derivado do formato de seu corpo. Possuem uma haste parcialmente rosqueada em cuja extremidade, oposta ao volante de manobra, existe um alargamento, tampão ou disco para controlar a passagem do fluido por um orifício. Servem para regulagem da descarga, pois podem trabalhar com o tampão da vedação do orifício em qualquer posição, embora acarretem fortes perdas de carga, mesmo com abertura máxima. 

Caracterizam-se por uma eficiente estanqueidade, especialmente em tamanhos pequenos, e são usadas, em geral, para diâmetros de até 250 mm, em serviços de regulagem e fechamento que exigem estanqueidade para água, fluidos frigoríficos, óleos, líquidos, ar comprimido, vapor e gases. São de fechamento mais rápido que os de gaveta.

Nas estações de bombeamento são usadas para instalações auxiliares ou quando o problema da perda de carga for irrelevante face à necessidade de uma absoluta estanqueidade, como no caso do bombeamento de líquidos voláteis em instalações industriais. O custo normalmente é inferior ao dos registros de gaveta. 

Também são fabricadas como válvulas de globo angulares, para serem empregadas em mudanças de direção das tubulações, especialmente em hidrantes (2 a 8"), para vapor saturado até 8,8 kgf.cm2 , água, gás, óleo etc. até 120°C e pressão de serviço de até 14 kgf.cm2.

Registros de pressão

Os chamados registros de pressão são modelos pequenos de válvulas de globo, usados em instalações de distribuição de água para sub-ramais de aparelhos sanitários, como no caso dos chuveiros. A Fig. 29.12 mostra um registro de pressão da DECA. Podem ser rosqueados ou não, e geralmente são de bronze.

A haste rosqueada se desloca em virtude da rosca correspondente da peça chamada "castelo" (bonnet) e que fica na parte superior do corpo da válvula. O sentido do escoamento deve ser tal que o fluido tenda a elevar o disco e a haste, havendo, assim, menos risco de vazamento pelas gaxetas do que se o sentido fosse o inverso.

Válvulas de agulha

As válvulas de globo, quando possuem a extremidade da haste com formato afilado, chamam-se válvulas de agulha e se prestam a uma regulagem fina da descargas. 

Empregadas em instalações de vapor saturado até 10,5 kgf.cm2, e água, gás, óleo etc, até 40°C, trabalhando até 13,8 kgf.cm2, são tradicionalmente fabricadas em bronze com a agulha torneada na própria haste e assento cônico que permite melhor grau de regulação.

Uma variante são as de agulha e retenção, indicadas para instrumentação, queimadores, manômetros, prensas hidráulicas e desvios ou by pass, para trabalharem até 210 kgf.cm2.

Válvulas de diafragma ou de membrana

São muito usadas em instalações de ar comprimido e gases, e encontram emprego em instalações industriais com líquidos e gases caros, corrosivos e perigosos, que não podem vazar pela gaxeta. E especificada em instalações frigoríficas. 

O diafragma é a peça que assegura a estanqueidade e participa da vedação e regulagem. Pode ser de borracha sintética outambém o Teflon. O comando pode ser por meio de um volante, alavanca para ação rápida, ou por ar comprimido e vácuo. 

Dependendo da finalidade e do tipo de fluido com vai trabalhar a válvula de diafragma contem revestimentos internos especiais como o ebonite, chumbo, vidro e outros materiais apropriados.