HISTÓRIA DA DRENAGEM (*)
(13/15)


Um marco na engenharia urbana nacional foi a inauguração da cidade de Belo Horizonte (1897), fundada para ser a capital do estado mineiro, obedecendo um traçado urbanístico predefinido, e servida com serviços de água e esgotos projetados por Saturnino de Brito, engenheiro civil e o mais notável sanitarista nacional, fluminense da cidade de Campos, nascido em 14/07/1864 e falecido em Pelotas-RS em 10/03/1929.

Outro grande feito desse notável engenheiro, desenvolvido no início do século XX, foi a inauguração dos primeiros canais de drenagem dos terrenos alagados, próximos ao centro da cidade de Santos (1912). A abertura desses canais destinava-se a drenagem das águas estagnadas dentro do perímetro urbano, diminuindo o surgimento de epidemias.

Com a adoção no Brasil do sistema separador absoluto (1912), onde os sistemas de esgotos sanitários passaram a ser obrigatoriamente projetados e construídos independentemente dos sistemas de drenagem pluvial, e da generalização do emprego de tubos de concreto, a drenagem tornou-se um elemento obrigatório dos projetos de urbanização. Hoje, quanto a sua extensão, não se dispõe de dados confiáveis em relação à drenagem urbana, porém se sabe que o planejamento, a elaboração de projetos, bem como a execução de obras em macro e microdrenagem das áreas urbanas e adjacentes, têm sido seriamente comprometidas devido à falta sistemática de recursos e escassez de mão de obra qualificada em todos os níveis, para a realização de uma infra-estrutura necessária a evitar a perda de bens e vidas humanas. Estima-se, entretanto, que a cobertura deste serviço, em especial a microdrenagem, seja superior ao da coleta de esgotos sanitários. 

Especificamente quanto à macrodrenagem, são conhecidas as situações críticas ocasionadas por cheias urbanas, agravadas pelo crescimento desordenado das cidades, em especial, a ocupação de várzeas e fundos de vales. De um modo geral nas cidades brasileiras, a infra-estrutura pública em relação à drenagem, como em outros serviços básicos, caracteriza-se como insuficiente, o que não tem contribuído mais eficientemente para a tranqüilidade dos cidadãos, agravada pela irresponsabilidade da ocupação das áreas de preservação naturais, tanto as de macrodrenagem como as de terrenos instáveis. 

 Logicamente um sistema de drenagem urbana adequado não significa que tenha  condições de absorver enchentes extraordinárias, cuja ocorrência está fora da normalidade, como também são as catástrofes advindas de ventos muito fortes, furacões e terremotos. Porém há registros históricos, desde 1756, que a população da cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, já sofria com os problemas de enchentes e deslizamentos.

LINKS
01 /15
02 /15
03 /15
04 /15
05 /15
06 /15
07 /15
08 /15
09 /15
10 /15
11 /15
12 /15
 
14 /15
15 /15


(*) Capítulo 1 da publicação "MICRODRENAGEM - um estudo inicial", Prof. Carlos Fernandes/ 2002