CAPÍTULO VI

BOMBAS CENTRÍFUGAS (02/08)
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VI.2.3.3. Classificação

A literatura técnica sobre classificação de bombas é muito variada, havendo diferentes interpretações conceituais. Aqui apresentamos uma classificação geral que traduz, a partir de pesquisas bibliográficas e textos comerciais, nossa visão sobre o assunto.

  • Quanto a altura manométrica (para recalque de água limpa):
    • baixa pressão (H £ 15 mca);
    • média pressão (15 < H < 50 mca);
    • alta pressão (H ³ 50 mca).
(OBS: Para recalques de esgotos sanitários, por exemplo, os limites superiores podem ser significativamente menores.
  • Quanto a vazão de recalque:
  • pequena (Q £ 50 m3/hora);
  • média ( 50 < Q < 500 m3/hora);
  • grande (Q ³ 500 m3/hora).
  • Quanto à direção do escoamento do líquido no interior da bomba:
    • radial ou centrífuga pura, quando o movimento do líquido é na direção normal ao eixo da bomba (empregadas para pequenas e médias descargas e para qualquer altura manométrica, porém caem de rendimento para grandes vazões e pequenas alturas além de serem de grandes dimensões nestas condições);
    • diagonal ou de fluxo misto, quando o movimento do líquido é na direção inclinada em relação ao eixo da bomba (empregadas em grandes vazões e pequenas e médias alturas, estruturalmente caracterizam-se por serem bombas de fabricação muito complexa);
    • axial ou helicoidais, quando o escoamento desenvolve-se de forma paralela ao eixo e são especificadas para grandes vazões - dezenas de m3/s - e médias alturas - até 40 m (Figura VI.4);

Figura VI.4 - Bomba axial: cortes


  • Quanto à estrutura do rotor (Figura VI.5):
    • aberto (para bombeamentos de águas residuárias ou bruta de má qualidade);
    • semi-aberto ou semi-fechado (para recalques de água bruta sedimentada);
    • fechado (para água tratada ou potável) .

Figura VI.5 - Tipos de rotores

  • Quanto ao número de rotores:
    • estágio único;
    • múltiplos estágios (este recurso reduz as dimensões e melhora o rendimento, sendo empregadas para médias e grandes alturas manométricas como, por exemplo, na alimentação de caldeiras e na captação em poços profundos de águas e de petróleo, podendo trabalhar até com pressões superiores a 200 kg/cm2, de acordo com a quantidade de estágios da bomba.
  • Quanto ao número de entradas:
    • sucção única, aspiração simples ou unilateral (mais comuns);
    • sucção dupla, aspiração dupla ou bilateral (para médias e grandes vazões).
  • Quanto a admissão do líquido:
    • sucção axial (maioria das bombas de baixa e média capacidades);
    • sucção lateral (bombas de média e alta capacidades);
    • sucção de topo (situações especiais);
    • sucção inferior (bombas especiais).
  • Quanto a posição de saída:
    • de topo (pequenas e médias);
    • lateral (grandes vazões)
    • inclinada (situações especiais).
    • vertical (situações especiais).
  • Quanto a velocidade de rotação:
    • baixa rotação ( N < 500rpm);
    • média ( 500 £ N £ 1800rpm);
    • alta ( N > 1800rpm).
OBS: As velocidades de rotação tendem a serem menores com o crescimento das vazões de projeto, em função do peso do líquido a ser deslocado na unidade de tempo. Pequenos equipamentos, trabalhando com água limpa, têm velocidades da ordem de 3200rpm. Para recalques de esgotos sanitários, por exemplo, em virtude da sujeira abrasiva na massa líquida, os limites superiores podem ser significativamente menores: N < 1200rpm.
  • Quanto à posição na captação (Figura VI.6):
    • submersas (em geral empregadas onde há limitações no espaço físico - em poços profundos por exemplo);
    • afogadas (mais frequentes para recalques superiores a 100 l/s);
    • altura positiva (pequenas vazões de recalque).
  • Quanto à posição do eixo (Figura VI.6)
    • :eixo horizontal (mais comuns em captações superficiais);
    • eixo vertical (para espaços horizontais restritos e/ou sujeitos a inundações e bombas submersas em geral).

 Figura VI.6 - Bomba de eixo vertical submersa

  • Quanto ao tipo de carcaça:
    • compacta;
    • bipartida (composta de duas seções separadas, na maioria das situações, horizontalmente a meia altura e aparafusadas entre si);
A Figura VI.7 mostra um corte esquemático de uma bomba centrífuga típica de média pressão para pequenas vazões e para funcionamento afogado ou com altura positiva, eixo horizontal e carcaça compacta, fluxo radial com rotor fechado em monoestágio de alta rotação, sucção única, entrada axial e saída de topo.

Figura VI.7 - Corte esquemático de uma bomba centrífuga típica