Tristão Gonçalves de Alencar Araripe
(1789 - 1824)
Conhecido revolucionário da Confederação do Equador nascido em Salamanca, Barbalha, região do Cariri cearense, pai do famoso Conselheiro do Imperador, Tristão de Alencar Araripe (1821-1908). Filho de José Gonçalves dos Santos e de Bárbara Pereira de Alencar, casou-se com Ana Porcina Ferreira de Lima (1789-1874) com quem teve os filhos Manuel Araripe de Luna Alencar, Xilderico Cícero de Alencar Araripe, Neutel Norton de Alencar Araripe, Aderaldo Auréolo de Alencar Araripe, Maria Dorgival de Alencar Araripe Macedo, Carolina Clarence de Alencar Araripe Sucupira, Tristão de Alencar Araripe e Delecarliense Drumond de Alencar Araripe. Foi assassinado próximo ao Povoado de Santa Rosa, hoje Jaguribara, Ceará, por homens do capitão José Leão Pereira da Cunha, que cortou-lhe a mão, depois do cadáver em terra, durante a revolta contra o poder imperial denominada Confederação do Equador (1824). Tinha, então, 35 anos, 1 mês e 14 dias, e foi sepultado na Capela de Santa Rosa, deixando viúva D. Ana Porcina, que desde então passou a ser conhecida como a Ana Triste .



Tristão de Alencar Araripe


(1821 - 1908)
  Escritor, magistrado e político brasileiro nascido na cidade de Icó, interior da Província do Ceará, de importante carreira como magistrado e homem público. Foi o sétimo filho do casal formado pelo Coronel Tristão Gonçalves de Alencar Araripe (1789-1824), conhecido revolucionário da Confederação do Equador, e por D. Ana Porcina Ferreira de Lima (1789-1874), a Ana Triste após a morte do marido com apenas 35 anos (1824), nas proximidades do povoado de Santa Rosa, hoje Jaguribara, Ceará. Órfão de pai desde os três anos de idade, foi educado em sua terra natal e foi estudar Direito na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na cidade de São Paulo, onde se graduou em leis (1845). Voltando para o Ceará, tornou-se juiz municipal de Fortaleza e casou-se (1847) com Argentina Franklin de Alencar Lima (1826-1904) com quem teria três casais de filhos. Depois passou por diversos cargos públicos, como, juiz de Direito de Bragança, no Pará,  juiz especial do Comércio, em Recife, desembargador das Relações da Bahia e de São Paulo, das quais foi presidente, e da Corte. Ocupou a Presidência das Províncias do Rio Grande do Sul, do Pará e de São Paulo (1885). Ministro da Justiça e da Fazenda (1891) no governo do generalíssimo Deodoro, nesse mesmo ano assumiu a pasta da Justiça e interinamente a do Exterior. Chefe de Polícia no Espírito Santo, Pernambuco e Ceará, conselheiro de Estado, presidente das províncias do Rio Grande do Sul e do Pará, deputado estadual em três legislaturas, oficial da Imperial Ordem da Rosa. Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal permaneceu no cargo até quando se aposentou (1894). Tem uma vasta obra literária, histórica e jurídica publicada, as vezes com o pseudônimo de Philopoemen. Algumas de suas obras mais importantes são A Questão Religiosa (1873), Patriarcas da Independência (1876), Pater-famílias no Brasil nos tempos coloniais (1880), Guerra Civil no Rio Grande do Sul (1881), Código Civil Brasileiro (1885), Independência do Maranhão (1885), Movimento Colonial da América (1893), Primeiro navio francês no Brasil (1895), Cidades petrificadas e inscrições lapidares no Brasil (1896) e Primazias do Ceará (1903). Agraciado com o título de Conselheiro do Imperador e membro de inúmeras associações culturais dentre elas o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e de outras associações de letras, viúvo (1904) morreu quatro anos depois, no Rio de Janeiro, aos 86 anos.

Figura copiada de página do sítio Ministros de Estado da Fazenda
http://www.fazenda.gov.br/



Tristão de Alencar Araripe Júnior


(1848 - 1911)
Jornalista, advogado, crítico literário, político, magistrado, contista e romancista nascido em Fortaleza, capital do Estado do Ceará, de importância política no período final da monarquia e inicial da República. Era filho primogênito do casal ConselheiroTristão de Alencar Araripe (1821-1908) e Argentina de Alencar Lima (1826-1904) e primo segundo de José de Alencar, de quem teve forte influência. Acompanhando o pai, que exercia o cargo de chefe de polícia, residiu sucessivamente em Bragança, no Pará, em Vitória do Espírito Santo e em Pernambuco, onde foi matriculado no curso de humanidades do Colégio Bom Conselho e, depois, matriculou-se no curso de Direito da Faculdade do Recife. Concluído o curso, foi nomeado secretário do governo de Santa Catarina, cargo que deixou (1871) para ser juiz para Maranguape, no Ceará (1872-1875). Nos dois biênios seguintes, foi deputado provincial no Ceará até se mudar para o Rio de Janeiro (1880) onde se destacou na luta abolicionista. Foi nomeado para secretaria do Ministério dos Negócios do Império (1886) e proclamada a República, o ministério foi extinto e ele passou para o da Justiça e Negócios Interiores. Depois (1895), foi diretor geral da Instrução Pública até que (1903) foi promovido ao cargo de Consultor Geral da República em que permaneceu até o fim de sua vida. Como escritor seu primeiro livro publicado foi Contos brasileiros (1868), com o pseudônimo de Oscar Jagoanhara. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico do Ceará em sua obra literária destacaram-se os romances O ninho de beija-flor (1874), Jacina, a Marabá (1875), O reino encantado (1878), Miss Kate (1909), entre outros, além de vários ensaios e críticas como José de Alencar (1882), Gregório de Matos (1893) e Ibsen e o espírito da tragédia (1911). Deixou também numerosos artigos e ensaios em jornais e revistas, entre os quais A Gazeta da Tarde, a Gazeta de Notícias e A semana. Compareceu às sessões preparatórias da instalação da Academia Brasileira de Letras e fundou a Cadeira n. 16, que tem como patrono Gregório de Matos. A sua produção crítica está reunida em Obra crítica de Araripe Júnior, direção de Afrânio Coutinho, 5 vols. (1958-1966). Faleceu no Rio de Janeiro, capital da República, aos 63 anos, 4 meses e 2 dias.