Théophile Gautier
(1811 - 1872)
Poeta, novelista, jornalista, crítico de arte e de literatura francês nascido em Tarbes, no Hautes-Pyrénées departement, precursor do parnasianismo e cuja grande produção literária incluiu peças de teatro, obras de crítica e história da arte, e, em parceria com Vernoy de Saint-Georges, foi o autor do roteiro do famoso balé Giselle. Cresceu em Paris e foi educado no Collège Charlemagne, onde iniciou estudos de pintura, porém depois optou pela literatura. Apoiado pelo escritor romântico Gérard de Nerval, apareceu no mundo literário (1830) quando fez uma defesa da peça teatral Hernani, de Victor Hugo, que se tornaria célebre. Em seguida lançou Poésies tempranas (1830) e, depois, seu primeiro grande poema romântico, Albertus (1832). Afastou-se dos românticos, que ridicularizou em Les Jeunes-France (1833) e, dois anos depois, publicou sua obra mais conhecida como novelista, o romance Mademoiselle de Maupin (1835). Tornando-se precursor da escola de Parnaso na poesia francesa, sucessora da romântica, após uma visita de cinco meses à Espanha (1840), escreveu alguns de seus melhores poemas, reunidos em España (1845) e Voyage en Espagne (1845), também muito elogiado pela crítica. Também trabalhou como o jornalista e editou as revistas La Revue de Paris e L'Artiste. Émaux et camées (1852), lançada em edição ampliada 20 anos depois, foi considerado por muitos o melhor de sua poesia e que inspiraria os parnasianos. Respeitado pelos contemporâneos, entre eles Flaubert, Sainte-Beuve e Baudelaire, morreu no subúrbio de Neuilly-sur-Seine e foi enterrado no Cimetière de Montmartre, Paris. Figura proeminente por cerca de 40 anos na vida artística e literária de Paris, produziu ainda obras fantásticas e notáveis contos exóticos e de temas sobrenaturais, como La Mort amoureuse (1836) e La Comédie de la mort (1838). Entre seus escritos críticos se destacaram Histoire de l'art dramatique depuis vingt-cinq ans, 6 vols  (1858-1859) e Rapport sur le progrès des lettres depuis vingt-cinq ans (1868). Outras publicações interessantes foram Le Roman de la momie (1858) e Le Capitaine Fracasse (1863).