Joaquim de Sousa Andrade, o Sousândrade
(1833 - 1902)

Poeta e engenheiro brasileiro nascido em Vila Guimarães, comarca de Alcântara, MA, o primeiro brasileiro a obter o título de engenheiro de minas e, como poeta, considerado o precursor do simbolismo e do modernismo brasileiros. Diplomado em letras pela Sorbonne e engenheiro de minas, em Paris, viajou pelas Américas e se fixou em Nova York (1871), Estados Unidos. Retornou ao Maranhão no fim do segundo reinado, quando participou da campanha republicana. Desenhou a bandeira maranhense, em cujas cores branca, vermelha e preta quis representar a fusão étnica da raça brasileira. Regeu a cátedra de língua grega no Liceu Maranhense e na quinta de Vitória, de sua propriedade, costumava dar aulas ao ar livre, como os peripatéticos gregos. A despeito de uma obra  revolucionária para a época, depois foi esquecida e o poeta passou os últimos anos da vida em solidão e marcado por grandes dificuldades financeiras e miséria. Esquecido e considerado louco, morreu em São Luís, aos 69 anos. Entre seus livros destacaram-se Harpas selvagens (1857), Impressos I (1868), Impressos II (1869) e O novo Éden (1893). Seu trabalho foi resgatado e revalorizado pela crítica de Luís Costa Lima e Augusto e Haroldo de Campos, por antecipar o uso de certas técnicas da poesia contemporânea, entre outros méritos.