Carismático evangelista de Cristo, judeu de uma tribo de
Levi, inicialmente João depois tomou um nome romano, criador
do gênero literário Evangelho como autor do segundo
dos evangelhos sinóticos e considerado fundador da igreja
do Egito e da cidade italiana de Veneza. A principal fonte de informações
sobre sua vida está no livro Atos dos Apóstolos. Filho
de Maria de Jerusalém e primo de Barnabé,
não pertenceu ao grupo dos doze apóstolos originais. Foi
convertido à fé cristã depois da morte de Jesus
e batizado pelo próprio Pedro, que costumava freqüentar
a casa de seus pais, juntamente com Maria mãe de Jesus e
outros cristãos primitivos. Assim já fazia parte de uma das
primeiras famílias cristãs de Jerusalém, quando Paulo
e Barnabé chegaram a Jerusalém (44) trazendo os
auxílios da Igreja de Antioquia, na hoje Turquia. Depois acompanhou Barnabé
e Paulo na volta à Antióquia, em viagem missionária,
onde atuou como auxiliar de Paulo, mas quando chegaram a Perge,
na Panfília, desentendeu-se com o apóstolo, deixou-os e voltou
para Jerusalém. Depois, com Barnabé, embarcou para
à ilha de Chipre (50), na sua primeira viagem apostólica,
onde fundou Comunidades e depois foi para Roma, visitar e vencer suas mágoas
com Paulo, prisioneiro naquela cidade. Seu nome aparece nas epístolas
de Paulo, que se refere a ele como um de seus colaboradores que
enviavam saudações de Roma. Em Roma, trabalhou com Pedro
durante um tempo considerável do seu ministério, gozando
da sua íntima amizade, e auxiliando-o como seu intérprete
ou secretário com Pedro, pois este, dirigindo-se aos fiéis
do Ponto, da Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia,
saúda-as em nome do evangelista, a quem afetuosamente chamava de
filho. Neste paríodo começou a escrever seu evangelho (56)
com base nas pregações de Pedro, sendo o primeiro
a tratar sobre a vida de Jesus, cronologicamente. É possível
que tenha deixado Roma antes da perseguição de Nero
(64), pois depois (67) o apóstolo de Tarso, prisioneiro pela
segunda vez, escrevia a Timóteo pedindo-lhe que levasse consigo,
de Éfeso para Roma, o seu discípulo e colaborador, já
que este lhe era muito útil em seu ministério. Passou difundindo
seu evangelho por Chipre, na Ásia Menor e fixou-se no Egito, na
cidade de Alexandria. Segundo a tradição, na cidade egípcia
fundou e foi o primeiro Patriarca da Igreja Copta Egipícia.
Após os martírios (67) de Pedro e Paulo,
ele também foi martirizado em Alexandria, no dia da Páscoa,
enquanto celebrava o santo sacrifício da missa, e teve seu corpo
arrastado por uma parelha de cavalos, aos 54 anos. Seu Evangelho, que teria
sudo concluído antes de sair de Roma (64), destinou-se aos cristãos
provenientes do paganismo e tem um estilo simples e vigoroso e com seus
661versículos. É o mais curto se comparado aos demais, mas
traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão
de Jesus quando ainda era criança. Contou com maestria a
vida do divino personagem que sequer chegou a conhecer, conseguindo narrar
os milagres de Jesus de forma mais simples e clara. No século
II, o bispo Pápias de Hierápolis, Anatólia,
afirmou que ele teria sido intérprete de Pedro. Embora sejam
parcas as informações sobre o evangélico, é
indiscutível sua importante participação nos primeiros
tempos da igreja cristã. Na Itália seu nome está ligado
à cidade de Veneza, para onde mercadores venezianos provenientes
de Alexandria, transportaram o que diziam ser as suas relíquias
(828) e a cidade veneziana o tomou como padroeiro desde então. Seu
símbolo como evangelista é o leão e a Igreja Católica
festeja seu dia em 25 de abril, data em que o evangelista teria sido martirizado.
Alguns estudiosos defendem que a casa onde se celebrou a Última
Ceia, quando Jesus instituiu a eucaristia, era a de seus pais
e que o Jardim de Getsêmani pertencia a sua família. E que,
também, foi naquela casa que os apóstolos receberam a visita
do Espírito Santo, após a ressurreição.
OBS.: Os outros evangelhos sinóticos são os de Mateus e o de Lucas. Os três Evangelhos são assim chamados porque permitem uma vista de conjunto, dada a semelhança de suas versões e apresentam Jesus como uma personagem humana destacando-se dos comuns pelas suas ações milagrosas. O Quarto Evangelho, o de João, , o de João, descreve um Jesus como um Messias com um carácter divino, que traz a redenção absoluta ao mundo, relatando a história de Jesus de um modo substancialmente diferente, pelo que não se enquadra nos sinópticos. Em bom português sinóptico vem do grego synoptikós, que significa de um só golpe de vista entender várias coisas. Relativo a sinopse; que tem forma de sinopse; resumido.
Figura
copiada do site CADE MEU SANTO
http://www.cademeusanto.com.br/