Sansão
(1050 - 1000 a. C.)
Herói
bíblico e não menos mítico nascido na Judéia,
que, embora possuidor de um dom divino, uma enorme força física,
passou a história como exemplo moralista, por causa de sua fraqueza
perante as mulheres. Destinado a ser nazireu, condição da
pessoa escolhida por Deus que, entre outras obrigações, deveria
abster-se de bebidas fortes e de cortar a barba e o cabelo, é retratado
no Velho Testamento (Jz 13:16) como um dos seis juízes de Israel
chamados a liderar os judeus em Canaã contra a dominação
dos filisteus (1200-1000 a. C.). Diferente dos demais juízes agia
individualmente, ou seja, não comandava exércitos. Suas aventuras
começam na juventude, quando matou um leão. Depois casou-se
com uma filistéia e, como era costume, propôs um enigma aos
homens do povo da mulher. A jovem arrancou-lhe o segredo e, depois de traí-lo
para proteger os filisteus, casou-se com outro homem. Para vingar-se do
ultraje, atou archotes à cauda de raposas e as soltou entre as plantações
dos filisteus, incendiando-as. Preso, rompeu as cordas que o prendiam e,
armado de uma queixada de burro, matou mil inimigos. Preso novamente em
Gaza, aonde fora atraído por outra mulher, escapou depois de arrancar
as portas da cidade. Finalmente apaixonou-se por Dalila, uma filistéia,
a ponto de confiar-lhe o segredo de sua força extraordinária,
os cabelos. Dalila vendeu o segredo e o entregou aos filisteus, depois
de cortar-lhe os cabelos enquanto o herói dormia. O herói
teve os olhos vazados e foi condenado a mover o moinho da prisão,
pena humilhante por ser essa a função das escravas. Com os
seus cabelos novamente em crescidos, ao ser exibido durante um festim no
templo de Dagon, derrubou as colunas que sustentavam o teto e morreu soterrado
junto com os inimigos.