Claude Henri de Rouvroy, conde de Saint-Simon ou Henri de Saint-Simon
 (1760 - 1825)
Socialista reformista francês nascido em Paris, um dos principais socialistas utópicos e um dos fundadores do socialismo moderno, ao conceber uma sociedade futura dominada por cientistas e industriais, entre os quais incluiu negociantes, banqueiros, comerciantes e operários, e famoso graças aos seus seguidores. Sobrinho-neto do duque de Saint-Simon, o grande memorialista do século de Luís XIV, após sua inclusão precoce e irregular na escola, entrou para o Exército com 17 anos e participou da guerra da Independência dos Estados Unidos (1779-1783) como capitão da artilharia em Yorktown. De volta à França, abandonou seu título de nobreza e aderiu à Revolução Francesa. Foi contrário à violência revolucionária e, por isso, ficou preso durante quase um ano, no Período de Terror. Após ter feito fortuna com especulação imobiliária, gastou toda essa fortuna em poucos anos e começou a estudar ciências. Retomou os estudos aos 40 anos, na Escola de Medicina e na Escola Politécnica. Começou a se projetar como teórico do socialismo com o livro Lettres d'un habitant de Genève à ses contemporains (1802), no qual defendia uma nova religião baseada na ciência e dedicada ao culto de Newton e propôs que os cientistas tomassem o lugar dos padres para conduzir a era Moderna. Criou um fervoroso grupo de adeptos, conhecidos como saint-simonistas, entre os quais figuravam políticos, banqueiros, engenheiros e escritores influentes, como o historiador Augustin Thierry e o filósofo Auguste Comte, criador do positivismo, e os verdadeiros fundadores da seita simonistas Barthélemy Prosper Enfantin e Saint-Amand Bazard. A violência da guerras napoleônica levou-o a se abrigar no cristianismo, onde em contato com uma base cristã, propôs a construção das bases para um sociedade socialista. Previu a industrialização da Europa e sugeriu a união entre as Nações para acabar com as guerras. Outras obras de importância do pensador foram Introduction aux travaux scientifiques du XIXème siècle (1807), Mémoires sur la science de l'homme (1813-1816), Le Système industriel (1821), Le Catéchisme des industriels (1823) e Le nouveau christianisme (1825), este o seu último e considerado seu principal livro. Morreu em sua cidade natal e suas idéias influenciaram autores românticos posteriores, como Sainte-Beuve, Victor Hugo, George Sand e Heinrich Heine, entre outros, e foram retomadas pelo tecnocratas no século XX. Após a sua morte, seus seguidores difundiram as suas idéias através da Europa e América do Norte.