Rudolf
Karl Bultmann
(1884 - 1976)
Teólogo
luterano germânico nascido em Wiefelstede, Oldenburg, na Alemanha,
que propôs uma interpretação do Novo Testamento da
Bíblia apoiada em conceitos de uma filosofia existencialista.
Filho mais velho de um ministro da Igreja Luterana, nasceu num ambiente
profundamente religioso e foi educado na escola primária em Rastede,
para onde seu pai fora transferido. Freqüentou o liceu em Oldenburg,
onde destacou-se nos estudos de religião, do grego e da história
da literatura alemã. Ao concluir o liceu (1903), iniciou seus estudos
teológicos na Universidade de Tubingen e no ano seguinte passou
para a Universidade de Berlim e dois anos depois depois seguiu para Marburg,
onde se licenciou em teologia (1910) com a tese O Estilo da Pregação
de Paulo e a Diatribe Cínico. Dois anos depois tornou-se livre
docente com uma dissertação sobre a exegese de Teodoro
de Mopsuestia. Iniciou sua carreira docente como professor especialista
em o Novo Testamento (1916). Foi professor por três décadas
de estudos do Novo Testamento na Universidade de Marburg e nessa cidade
tomou contato com Martin Heidegger e a filosofia existencialista,
que influenciou seu pensamento posterior. Morreu em Marburg, então
Alemanha Ocidental, vítima de várias doenças, entre
as quais a cegueira. Seu primeiro livro foi Jesus (1926) e em uma
monografia altamente controversa Das Evangelium des Johannes (1941)
criticou o evangelho de João e esta tornou-se sua mais famosa obra.
Seu livro História da Tradição Sinóptica
é ainda considerado como uma ferramenta altamente essencial para
a pesquisa do gospel