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O Estado
do Vaticano é o menor país independente do mundo e a última
monarquia absolutista da Europa. Um minúsculo território
independente de 44 hectares em Roma, sob jurisdição pontifícia,
que tem sua existência calcada espiritualmente na criação
do cristianismo e politicamente nos extintos Estados Pontifícios.
Mapa do Vaticano
com
destaque para a localização da Basílica
e a Praça de São Pedro, local de contato do
Papa com a multidão de fiéis que visitam a Santa Sé
diariamente.
Vista frontal
da Basílica
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O catolicismo
é o maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada.
Nenhuma história conta mais sobre os últimos 2 000 anos da
presença humana no planeta do que a Igreja Católica.
O termo católico deriva do grego katholikos, que quer dizer
universal, exprimindo, pois, a idéia de uma igreja que pode levar
a salvação a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo.
A sua doutrina baseia-se na canonização dos cristãos
que de tornaram mártires na defesa da fé ou realizado atos
milagrosos, reconhecendo-os como santos. Seus fiéis veneram
estes santos como intermediários entre os homens e Deus. A dogmática
Maria, mãe de Jesus Cristo, a Imaculada Conceição,
teria nascido sem pecado e concebido seu filho virgem. Cconsiderada a principal
intermediária entre os católicos e seu filho divino, teria
ascendido aos céus em corpo e alma. A veneração aos
santos e os dogmas marianos são dois dos principais pontos que distinguem
os católicos romanos dos demais cristãos, especialmente os
protestantes ou autoditos evangélicos.
A Igreja
Católica Romana tem uma rígida hierarquia, centrada na autoridade
do papa, que é eleito por um colegiado superior de prelados.
O chefe supremo da Igreja Católica, considerado infalível
desde 1870, também é chamado de Pontífice Romano ou
Sumo Pontífice. Sua veste habitual é a sataina branca.
Entre os ornamentos que lhe são reservados, merecem destaque a tiara
e o anel de São Pedro. É também soberano do Estado
do Vaticano, tem um corpo diplomático e tem como seu principal colaborador
o secretário de Estado.
A sede
da Igreja Católica Romana fica no Vaticano, um pequeno Estado independente
no centro de Roma, Itália. O Estado da Cidade do Vaticano, com seus
0,44 quilômetros quadrados de superfície, o menor e o menos
populoso país do mundo e que se encontra dentro da cidade de Roma,
Itália, separado com cerca de 4 quilômetros de fronteira,
foi fundado com o Pacto de Latrão, firmado entre a Igreja
e o governo italiano, através de Benito Mussolini, em 11
de fevereiro (1929), durante o pontificado de Pio XI, encerrando
uma luta de seis décadas depois do desmoronamento dos Estados Pontifícios.
O Pacto
de Latrão foi assinado pelo Cardeal Gasparri, então
o Cardeal Secretário de Estado da Santa Sé. Por esse tratado,
o governo italiano reconhecia o Vaticano como Estado soberano. Por seu
lado, a Santa Sé cedia à Itália todas as terras dos
antigos Estados Pontifícios, que o Papa havia governado desde o
século V até 1870, quando o Piemonte tomou à força
os territórios pontifícios. Entre 1870 e 1929, os Papas se
consideravam prisioneiros no Vaticano, com relações cortadas
com o Estado italiano, que conquistara Roma pela força.
O título
de papa não existia antes de 306 e até 325, com o Concílio
de Nicéia, exercia apenas a função de um metropolita,
como bispo de Roma. Anteriormente o nome Papa era dado a todos os
bispos da Igreja Católica. Aos poucos, foi reservado ao bispo de
Roma, também patriarca do Ocidente e primaz da Itália. Em
609 foi instituído o papado, com poder central, mantendo sob suas
rédeas toda a hierarquia romana. Em 1074, Gregório VII criou
o celibato, proibindo o casamento para os papas. No ano seguinte, os padres
casados se divorciaram. Em 1303, a Igreja Católica Apostólica
Romana proclamou-se a única e verdadeira e só nela o homem
encontraria a salvação. Em 1864 a autoridade do papa foi
declarada sobre toda a Igreja, em concílio realizado no Vaticano
e no ano de 1870 foi declarada a infalibilidade do Papa. Das organizações
do tempo do Império Romano, o Papado foi a única que sobreviveu.
Na
Lista de todos os Papas da Igreja Católica, entre os sucessores
de São Pedro até o 266º.- Bento XVI, ou
Benedito
XVI (Joseph Ratzinger) foram 212 italianos, 17 franceses, 11 gregos,
6 sírios, 6 alemães, 3 espanhóis, 3 norte-africanos,
2 dálmatas (croatas), 2 portugueses, 1 inglês, 1 neerlandês,
1 cretense (grego) e 1 polaco. Desde a Idade Média os papas são
eleitos por um colégio especial de cardeais. Com o decreto de Gregório
X, no início do século XIII, o conclave torna-se
uma votação secreta para evitar a interferência de
pressões externas. Atualmente existem cerca de 150 cardeais no mundo,
dos quais aproximadamente 120 têm direito a votar. A escolha do novo
papa começa com uma missa solene na Basílica de São
Pedro. Depois, os cardeais se dirigem à Capela Sistina, onde é
realizada a eleição, que pode durar vários dias. Durante
esse processo, eles ficam incomunicáveis e são proibidos
de deixar o local da votação.
Nesta
lista sucessória tradicionalmente aceita pela Igreja Católica,
com indicação dos seus anos de papado, encontram-se algumas
curiosidades, especialmente na numeração. Por exemplo, nunca
houve um papa com o nome de João XX, nem Martinho
II e III, ou um Bento X. Os nomes mais comuns
são João (21), Gregório
(16), Bento (14), Clemente (14)
e Inocêncio e Leão
(13). Outras curiosidades interessantes: 1 - Nas listas em português
Estêvão e Estéfano representam o mesmo papa assim como
Benedito
e Bento; 2 - Entre a morte de Clemente IV(1268)
e a indicação de Gregório X (1271),
decorreu o mais longo "periodo eleitoral"; 3 - Bento IX assumiu
a Igreja católica três vezes: entre 1032 e 1044 (quando foi
deposto), em 1045 (renunciou após um mês) e entre 1047 e 1048;
4 - Ao assumir o pontificado, em 1978, o papa polonês Karol Wojtyla
adotou o nome de João Paulo II e tornou-se no primeiro
não italiano eleito para o cargo em 456 anos e, sob sua liderança,
a Igreja Católica pôs em dúvida a infalibilidade papal
ao, por exemplo, admitir pioneiramente ter cometido erros durante a Inquisição.
Nas
listas papais sempre aparecem nomes de antipapas, para a
Igreja falsos papas, usurpadores da jurisdição do legítimo.
Os verdadeiros antipapas foram Hipólito (222-235),
Novaciano (251-258), Eulálio (418-419),
Lourenço (498-505), Dióscoro (530),
Teodoro II (687), Pascoal I (687-692),
Constantino II (767), Filipe
(767), João VIII (844), Anastácio III
(855) e João XVI (993). Bonifácio VII
(974/984-985) aparece para uns historiadores como antipapa e para outros
especialistas como um pontífice eleito paralelamente.
Urbano
VI (1378-1389), não pôde evitar os antipapas de Avinhão,
Clemente
VII (1378-1394) e Bento XIII (1394-1423), que criaram
o Cisma do Ocidente, que durou mais de 40 anos. Como papa Gregório
XII (1406-1415) viveu o período mais triste do cisma avinhonense,
com três sedes papais: Ele, em Roma, Bento XIII,
em Avinhão (1394-1423), e Alexandre V, em Pisa (1409-1410).
Ao Concilio de Pisa (1409), nem Alexandre nem Benedito compareceram
e ambos foram considerados depostos. No Concílio de Cividale del
Friuli, próximo a Aquileia (1409), Bento e Alexandre
foram acusados de cismáticos, de cometer perjúrios e de serem
devastadores da Igreja. Quando Alexandre morreu (410), os cardeais
de Pisa elegeram o antipapa João XXIII (1410-1415).
Algumas
listas também consideram antipapas Félix II (353-365),
Ursino
(366-367), Cristóvão (903-904) e Félix V
(VI) (1439-1449). Clique
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Fontes principais:
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