O Egito dos Faraós
(compilado por Carlos Fernandes)

O Egito hoje
 
 
 

Rainha Nefertiti da dinastia XVIII
Fonte: Site FARAÓ - História do Antigo Egipto.
http://www.geocities.com/Athens/Bridge/1663/




Fontes principais:

1. Baines & Málek - O Mundo Egípcio. Deuses Templos e Faraós, Edições Prado, Volume I, p. 36/7, 1984.
2. FARAÓ - História do Antigo Egipto.


INTRODUÇÃO
Desde que, segundo a tradição egípcia, o pais foi unificado (~3100 a. C.), sob a liderança do lendário Menés (3087-3035 a. C.), ele tornou-se o primeiro faraó, título divino dos soberanos do antigo Egito. Seus poderes eram mais que os de um simples rei, governando como o administrador máximo, o chefe do exército, o primeiro magistrado e o sacerdote supremo do Egito, poderes lógicos em função de seu caráter divino. De acordo com a mitologia egípcia, o faraó tinha carácter divino, pois o seu sangue de próprio corpo teria origem no seu antepassado mítico, o deus Hórus.

Por causa desta hereditaridade sanguínea, apesar do caráter preponderantemente machista de sua sociedade, os egípcios preferiram, por vezes, ser dirigidos por uma mulher de sangue divino, por exemplo Hatchepsut, que por um homem que não possuísse esta descendência. Apesar destes cuidadosos e tadicionalíssimos costumes, as linhagens faraônicas nunca foram notavelmente duradouras, e até com certa freqüência, foram encerradas por invasores e, pior ainda, por golpes de estado.

Como ser supremo do país, cabia ao faraó, pois, decidir sozinho a política a seguir, mas evidentemente, como ser humano que era na realidade, freqüentemente delegava a execução das suas decisões a uma plêiade de notáveis assessores, essencialmente composta de escribas, oficiais militares, vizires e sacerdotes.

Com o poderoso conhecimento da escrita, os escribas formulavam e registravam a burocracia administrativa do Estado e, essencialmente, mantinham o controle sobre as transações comerciais e a produção de alimentos colheitas. Os oficiais, de acordo com suas patentes, organizavam as campanhas militares que o Faraó pretendesse empreender. O Vizir ou Tjati, era uma espécie de primeiro-ministro, o homem mais forte do governo depois do faraó e auxiliar deste em todas funções de governo. Os sacerdotes eram incumbidos das práticas relogiosas em homenagem aos deuses, diante dos quais representavam o próprio faraó.

A lista que segue contém os nomes e datas aproximadas da maioria dos faraós e de rainhas importantes. Tradicionalmente por desconhecer muitas vezes a pronúncia  dos nomes, são utilizadas formas gregas para designar muitos faraós, especialmente os nomes retiradas da história de Mancho (século III d. C.). Outra observação importante é que os faraós da Dinastia XX usavam Ramsés como nome dinástico, tal como os ptolomaicos eram designados por Ptolomeu. Datas sobrepostas, numa mesma dinastia,indicam co-regências e nos casos em que se verifica sobreposição de dinastias, isso geralmente significa que governavam em zonas diferentes do país. Todas as datas são oriundas de de listas antigas, especialmente do papiro real de Turim, e de várias outras fontes, inclusive alguns testemunhos de caráter astronômico. A margem de erro aumenta, indo de cerca de uma década para o Império Novo e o Período Intermédio III, até 150 anos para o princípio da Dinastia I. A maior parte das datas da Dinastia XII são conhecidas com precisão e as da XVIII e XIX foram pesquisadas dentro de três alternativas e confirminadas astronomicamente. Todas as datas a partir de 664 a. C., são tidas como muito confiáveis.  


Para ler mais sobre FARAÓS, neste sítio,
clique: