Filipe V da Espanha
(1683 - 1746)
  Soberano espanhol (1700-1724/1724-1746) nascido em Versalhes, França, fundador da dinastia dos Bourbons na Espanha. Duque de Anjou, com a morte de Carlos II (1700), último rei espanhol da Casa da Áustria, neto de sua irmã Maria Teresa da Áustria, herdou todos os seus domínios. A recusa de Luís XIV de excluí-lo da linha sucessória no trono da França, como pretendiam a Grã-Bretanha e outras potências européias, resultou na guerra da sucessão espanhola. Pelo Tratado de Utrecht (1713) foi reconhecido internacionalmente como rei em troca da renúncia aos domínios da Espanha sobre a Sicília e Flandres, e da cessão de Menorca e Gibraltar à Grã-Bretanha. Casou-se com Maria Luísa de Sabóia, enviuvou (1714) e novamente casou-se, agora com Isabel Farnese, filha de Eduardo III, duque de Parma. Para garantir a herança dos territórios italianos para seus filhos, a rainha empenhou-se na assinatura do Tratado de Viena com a Áustria (1725), o que confrontou a Espanha com a Grã-Bretanha, a França e os Países Baixos, cuja paz foi assinada (1728). Abdicou do trono espanhol (1724) em favor de seu primogênito, Luís, mas com a morte deste, poucos meses depois, tomou novamente a coroa. Seu reinado caracterizou-se por reformas sugeridas pelos conselheiros franceses e italianos. Simplificou e centralizou a estrutura do estado, reorganizou a economia, a marinha e o exército, protegeu as artes e as letras e iniciou a construção do palácio Real de Madri e a do palácio da Granja de Santo Ildefonso. Antes de morrer em Madri, durante os últimos anos de vida, sofreu freqüentes períodos de alienação mental e passou o governo à esposa.

Figura copiada do GENEA.PT:
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