HISTÓRIA
O margrave Georg Friedrich von Brandenburg foi encarregado da administração
do ducado da Prússia pelos poloneses (1577), então suseranos
daquele antigo território da Ordem Teutônica. Margrave
era um título que se dava naquela época aos príncipes
soberanos de certos estados fronteiriços da Germânia. Seus
sucessores continuaram a preencher idêntica função,
mas enfrentando sempre a resistência da nobreza prussiana. O ducado
da Prússia era uma dependência do reino da Polônia até
o século XVII (1660), e o reino da Prússia permaneceu como
parte da Polônia até o reinado de Frederico II o
Grande (1772).
Historicamente o território da Prússia foi adquirido à Polônia,
pelos tratados de Wehlau (1657) e Oliva (1660) por Frederico Guilherme
de Hohenzollern, o Grande Eleitor de Brandenburgo (1640-1688),
que conseguiu a libertação do ducado da suserania da Polônia
e o reconhecimento de sua soberania, que logo se efetivou (1662), com a
submissão da nobreza. Aos territórios iniciais logo se acrescentariam
outros como os condados de Clève e Mark, na Renânia, e o condado
do Ravensburg, no Weser. Como Eleitor fortaleceu a administração
e organizou um exército apoiado pelos huguenotes, designação
depreciativa que os católicos franceses deram aos protestantes,
especialmente aos calvinistas, que perseguidos por Luís XIV
na França, constituíram uma verdadeira elite de oficiais,
funcionários e intelectuais, acolhidos na Prússia, especialmente
em Berlim, e começou a se firmar como futura nação
independente com a vitória de Frederico em Fehrbellin
(1675) contra os nórdicos, aliados dos franceses. Frederico III
de Brandemburgo teve permissão (1701) de Leopoldo I, Imperador
do Sacro Império Romano, para usar o título de Frederico
I, rei da Prússia.
Assim o território foi elevada a reino (1701), tendo como rei Frederico
I ou Frederico III de Brandemburgo, Eleitor de
Brandenburgo (1688-1701), embora a imposição definitiva tenha
vindo após a posse de Frederico Guilherme I (1713). Foi esse
um administrador dedicado e severo, que dotou o país de um excelente
exército, o terceiro da Europa, depois da Rússia e da França,
e levantou a economia do reino principalmente com a indústria de
lã com que vestia o exército. Frederico Guilherme I
reinou por 37 anos (1713-1740), casou com Sofia Dorotéa,
filha de George Luís, eleitor de Hanôver, o último
dos três patronos a que o extraordinário matemático
Leibniz serviu em Hanôver, que veio a ser George I da Inglaterra.
Frederico II, o Grande (1740-1786), sucessor de Frederico Guilherme,
usou o poderoso exército da Prússia para tomar a grande e
próspera província da Silésia à Áustria
dos Habsburgo (1740), e sob seu reinado o grande filósofo Kant
viveu a maior parte de sua vida, toda ela vivida em Königsberg.
A Prússia era rodeada de pequenos reinos reinos, centenas de pequenos
principados e ducados germânicos, até que Guilherme I (1797-1888)
assumiu a coroa (1861) e partiu para unificá-los em um grande Império.
Abafada a oposição, lançou um programa de unificação
dos estados alemães sob sua liderança, auxiliado por Bismarck,
futuro chanceler. Apenas o rei Ludwig da Baviera hesitava
ainda em declarar sua adesão.
Demorou praticamente uma década até que a fragmentada Germânia, com
seus muitos pequenos principados e reinos, se aglutinasse em um Estado soberano e
único, sob a liderança da Prússia. Neste período
de ocorreram três guerras para que esse objetivo fosse alcançado: a promeira
contra a Dinamarca (1864), a segunda contra a Áustria (1866) e a útima contra a França (1870-1871).
Com a rendição de Napoleão III, em Sedan, e
com o desenvolvimento bem planejado de um entusiasmado espírito nacionalista,
a adesão dos principados que ainda resistiam à
unificação nacional foi conquistada, e na Sala dos Espelhos do Palácio
de Versalhes, em Paris, na presença da corte germânica, muitos
príncipes alemães e numerosos militares de alta patente em
trajes de gala, decorados com medalhas, foi feita a proclamação
do rei prussiano como imperador. Aquele ano ficou como o da fundação
do Império Alemão (1871), 170 anos depois do Príncipe
Eleitor de Brandemburgo ter sido coroado como o primeiro rei da Prússia.
Bismarck se tornaria o primeiro-ministro prussiano e primeiro chanceler, chefe de
governo do Império recém-fundado.
O Império da Prússia não sobreviveu a aventura da I Guerra
Mundial (1914-1918), menos de meio século depois, e seu último imperador, Guilherme II (1859-1941),
morreu no exílio (1941). A Prússia como Estado foi praticamente
abolida pelos nazistas (1934) e, juridicamente, pelos aliados (1947). No
entanto, o termo continua tendo relevância devido aos usos históricos,
geográficos e culturais. O nome Prússia deriva dos
Prússios, um povo do Báltico relacionado com os lituanos
e em alemão escreve-se Preußen ou Preussen,
em latim Borussia, em polaco Prusy, e em lituano Prusai.
ROL DE SOBERANOS a) A lista de monarcas da Prússia pode ser dividida em:
OBSERVAÇÕES:
1 - Friedrich Wilhelm (alemão), Frederick William (inglês) ou Frederico Guilherme
(português) são três versões do mesmo nome!
Mapa copiado do site de JAY WILPOT / MAPS:
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