Com a decadência do Império Romano do Ocidente seus domínios ao norte da hoje Itália foram sendo ocupados por diversos Reinos Bárbaros, especialmente os territórios cobertos pela Gália e Península Ibérica. Eram reinos foram surgindo a partir de invasões de populações emigrantes do leste que vinham ocupando progressivamente diversas partes do território romano nos últimos três séculos sem controle das autoridades imperiais de Roma. Devido esta ocupação indisciplinada, esses reinos formaram-se de maneira lenta e desigual, mas consistentes. Entre eles encontravam-se os francos, palavra que em seu idioma significava livres.

Estes povos originavam-se das várias tribos germânicas que adentraram o espaço do império romano a partir da Frísia e estabeleceram-se em uma área que cobria a maior parte da atual França e na região da Francônia, origem da hoje Alemanha. Eles começaram a chegar em meados do século III, quando se mostraram temíveis no mar, principalmente em ações de pirataria pelas costas do mar do Norte e por terra, durante as invasões da Gália (258). Depois de estavelmente estabelecidos, costumeiramente dividiam suas propriedades entre os filhos sobreviventes, e assim, concebiam seus domínios como uma uma propriedade privada. e assim formaram dois grandes grupos: os Francos-Sálios, que quer dizer salgado, que espalhavam-se pelo baixo Reno, nos atuais Países Baixos, Bélgica e noroeste da Alemanha, e os Francos do Reno ou Ripuários, que habitavam as margens do Reno e do rio Mosela.

Irreversivelmente instalados, foram incluídos no Império Romano e alguns deles chegaram a ocupar o oficialato superior das legiões, como Merobaldo, general do Imperador Valentiniano (375). Outras invasões bárbaras (406) enfraqueceram o poder de Roma e os Francos aproveitaram-se para estender progressivamente suas fronteiras. Clódio, rei de uma tribo dos Salianos (430-448) conquistou o norte da Gália, enquanto que os Francos do Reno ocupavam aa Renânia atual. Do rei Clódio (395-448)   é que descenderam os Merovíngios, sendo seu filho Meroveu (420-457) considerado o primeiro soberano da dinastia. Assim, os merovíngios, pertencentes ao povo germânico dos francos, fundaram a mais antiga dinastia monárquica da França. Com o fim do Império Romano do Ocidente (476) seus outrora domínios foram definitivamente ocupados por esses diversos reinos de origem bárbara, especialmente os territórios cobertos pela Gália e Península Ibérica.

O Reino dos Francos tornou-se o mais importante desde o reinado do soberano Clóvis (465-511), o rei unificador dos povos francos e estabilizador da Dinastia Merovíngia. Sua política foi caracterizada pela unificação das diversas tribos francas, em um processo de centralização, sendo sua aliança com a Igreja Católica de fundamental importância para o fortalecimento do poder real e para sua política de conquistas territoriais.

Após a morte de Clóvis o reino foi dividido e passou por um período de crises e disputas internas, período em que o poder real se enfraqueceu ao mesmo tempo em que o poder do Major Domus ou Maire du Palais, traduzido pelos historiadores como o Mordomo ou Administrador ou Prefeito do Palácio se fortalecia. Esta indolência dos reis merovíngios resultou na progressiva decadência da dinastia, especialmente depois do aparecimento dos nobres de Heristal como administradores reais. Para este ocaso dinástico contribuíram destacadamente Pepino II de Heristal (635-714) e posteriormente seu filho bastado, Carlos Martel (689-741). Na prática Carlos Martel governou como se fosse rei as regiões da Nêustria e Austrásia, e obteve vitórias contra os saxões e povos da região do Rio Reno, e impôs sua autoridade com a vitória sobre os muçulmanos na batalha de Poitiers (732).

A política de conquistas interna e externa adotada por Martel garantiram a seu filho, Pepino III de Heristal(714 - 768), o Breve, força suficiente para derrubar o último rei merovíngio, Childerico III (693-756) e assumir o trono, iniciando a Dinastia Carolíngea (751). A importância do reinado de Pepino III, residiu no fato de reunificar os povos e territórios francos, consolidar a aliança com a Igreja Católica ao combater os lombardos na Itália e centralizar o poder.

A Dinastia Carolíngia durou menos de um século e meio (843-987), terminando a tomado do trono pelo poderoso aristocrata de Paris, Hugo I Capeto, Conde de Paris (941-996), em função da inoperância governamental de Luis V, o Indolente (966 - 987), fundando a longa Dinastia dos Capetos (987-1328)..Depois vieram Dinastia de Valois(1328-1589), a Dinastia de Bourbon(1589-1792), a Primeira República Francesa (1792-1804), pós revolucionária, a Era Napoleõnica (1804-1814 / 1815), e finalmente, a Dinastia dos Bourbon-Orléans(1814-1848), depois da qual se instalou a Segunda República e Segundo Império (1848-1870) e, depois, os presidencialistas.

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Principais fontes de consulta (julho-agosto/2006):

- GENEA PORTUGAL: Reis de França
- GENEALOGY MENU
- LES REIS DE FRANCIA
- List of French monarchs - Answers.com
- Liste des monarques de France - Wikipédia