William
Of Orange ou William Henry, Prince Of Orange,
o
rei William III/Guillermo III da Inglaterra e da Escócia
(1650-1702)
Rei da Inglaterra e da Escócia (1689-1702)
nascido em Haia, Holanda, conhecido na Alemanha como Willem Hendrik,
Prins
Van Oranje, que reinou conjuntamente com a esposa até a morte
desta (1694). Era filho de Guilherme II de Orange, fundador
e primeiro dirigente, stadholder, da República da Holanda,
e de Maria, filha de Carlos I da Inglaterra, de quem herdou
o direito ao trono britânico. Príncipe de Orange, foi
instruído nos assuntos da política por Johan de Witt,
e com vistas a possíveis alianças, casou-se (1667) com a
Maria
Stuart, de apenas 15 anos, filha do Rei da Inglaterra e da Escócia
Jaime II e de sua primeira esposa, Ana Hyde. Passaram a morar
em Haia, Holanda, quando ele foi nomeado (1672) governador das Províncias
Unidas dos Países Baixos, a República da Holanda.
Quando o país se viu ameaçado pela invasão das tropas
francesas, dirigiu (1678) a guerra contra Luís XIV, e conseguiu
o reconhecimento da independência holandesa por parte da França.
Aceitaram o convite da corte britânica para seguirem para Londres
(1689) para assumirem o trono da Inglaterra, Escócia e Irlanda,
em lugar do rei deposto Jaime II, acusado de adotar uma política
religiosa de favorecimentos à Igreja Católica. Comprometeu-se
ante o Parlamento a defender os princípios constitucionais da monarquia
inglesa e foi nomeado rei da Inglaterra e Escócia com o nome de
Guilherme III. Sua mulher, Maria II, compartilhou
o trono com ele. Ambos foram coroados no dia 11 de abril como casal
real (1689) e ambos foram muito queridos pelos súditos enquanto
viveram como soberanos, apesar dos ciúmes políticos de sua
cunhada, Ana I (1665-1714), a futura Rainha da Inglaterra (1702)
e Rainha de Grã-Bretanha e Irlanda (1707-1714). Promulgou a Declaração
de Direitos, na qual se garantiram as prerrogativas do Parlamento e se
estabeleceu o princípio da divisão de poderes, com a submissão
do monarca à lei. Interveio no conflito sucessório espanhol
contra as aspirações do rei francês, opôs-se
à hegemonia francesa na Europa e favoreceu a consolidação
do protestantismo em seus domínios. Morreu em Londres, em virtude
de um acidente de equitação, viúvo, e foi sucedido
por sua cunhada
Ana I (1665-1714), Rainha da Inglaterra (1702),
Rainha de Grã-Bretanha e Irlanda (1707-1714), quando os parlamentos
foram unificados. Seu governo, junto com a esposa, gozou de grande prestígio
popular e caracterizou-se por sua defesa da religião protestante,
sem violência, e do respeito apoio ao Parlamento.