Antiguidade / Anglo-Saxões
(408 - 1013 / 1014 - 1016 / 1042 - 1066)
Até
o quinto e sexto séculos da era cristã, a Inglaterra era
habitada por comunidades independentes com domínios bem definidos,
em geral governadas por um rei. Se têm poucas informações
sobre os povos que habitavam as ilhas britânicas na Antiguidade.
A Ilha dos Bretões, antes que chegassem os romanos, no século
II a. C., esteve ocupada por povos bárbaros, entre os quais os celtas
e os bretões. Sabe-se porém, que antes do calciolítico
haviam em Wiltshire culturas avançadas, com as quais se relaciona
a construção de famosos monumentos megalíticos como
o de Stonehegen, que precedem o período de invasões procedentes
de Europa continental que introduziram o uso de ferramentas e instrumentos
de cobre o bronze. Quando César conquistou a Bretanha,
nesta prevaleciam os celtas oriundos da Gália, mais uma grande quantidade
de tribos aborígenes semi selvagens e belicosas que opuseram sérias
resistências às legiões romanas. Depois da saída definitiva
das legiões romanas das províncias da Britânia (408),
por ordem do Imperador Honório, estes pequenos reinos tornaram
mais fragilisados e suscetíveis às invasões migratórias
e, especialmente, de escoceses, irlandeses e tribos germânicas do
continente. Deu-se aí a supremacia dos anglos-saxões,
indivíduos dos povos germânicos que invadiram a Inglaterra
entre os séculos V e VI, e lá se fixaram. Esses anglo-saxões
eram um povo do noroeste da Germânia, que ocupou a ilha e nela se
mantiveram até a chegada dos normandos no século XI. Depois
dos romanos a Britânia foi dividida em dois sub-reinos, Cornouaille
e Domnonée, após a morte (421) do rei Gradlon Mawr.
Foi neste período que destacou-se a lendária figura do Rei
Artur como um líder e símbolo da resistência
das ilhas britânicas contra invasões externas. A partir de
meados do século VII alguns reinos britânicos começaram
a cair perante outros mais fortes, nascendo um pequeno número de
reinos dominantes como a Nortúmbria, Lindsey, Anglia Oriental, Mércia,
Wessex e Kent, em geral fundados a partir da ação de uma
série de guerreiro-reis que estabeleciam sua própria autoridade
pela força, por alianças e, também, através
de matrimônios dinásticos. No oitavo século, reinos
menores nas ilhas britânicas continuaram caindo para reinos mais
poderosos, dando origem ao começo da monarquia. Também o
temor de uma invasão Viking favoreceu para que os líderes
ingleses unificassem suas forças. Com a unificação
do país, os primeiros reis da Inglaterra pertenceram, portanto,
ao grupo étnico dos anglo-saxões, e constituíram a
primeira dinastia real inglesa, conhecida como a Casa de Wessex.
Depois dos anglo-saxões, vieram os dinamarqueses, os viquingues
e os normandos, em invasões sucessivas. Abaixo segue alguns nomes
de soberanos que sobressaíram-se no período anglo-saxão:
Ethelberht
(~ 540 - 616), rei de Kent (560-616) e fundador do catolicismo
nas ilhas britânicas
Edwin
(568 - 633), Rei da Nortúmbria, genro de São Etelberto
e também católico (assassinado)
Alfredo
da Inglaterra, o Grande (849 - 899),
Rei dos saxões do sudoeste da Inglaterra, considerado o precursor
da unidade inglesa.
Eduardo,
o Velho (865 - 925), Rei da Inglaterra (899-925) e pai de Athelstan.
Athelstan
(895 - 940), neto de Alfredo e considerado o primeiro rei
de toda a Inglaterra (925-940).
Edmundo
I (921- 946), Rei da Inglaterra (940-946, assassinado)
Eadred
(923 - 955), Rei da Inglaterra (946-955)
Edwin
ou Eadwig ou Eadwy (939 - 959), sobrinho de Eadred
e Rei da Inglaterra (955-959, dividiu o Império com Edgar)
Edgar
(942 - 975), Rei da Inglaterra (959-975)
Eduardo,
o
Mártir (962 - 978),
Rei da Inglaterra (975-978, assassinado)
Ethelred,
o Despreparado (968 - 1016), Rei da Inglaterra (978-1013 / 1014-1016)
Edmundo
II (993 - 1016), Rei de Wessex (1016, não governou).
Um filho de Ethelred, Eduardo,
o Confessor, assumiria o trono no final da dinastia seguinte,
a dos Canutos ou dos Dinamarqueses.