Maud
ou Matilda I, Rainha da Inglaterra
(1103 - 1167)
Imperatriz consorte do Sacro Império, Condessa
de Anjou e herdeira do trono de Inglaterra (1154) nascida em Londres, mas
que não governou por causa da guerra civil chamada de Anarquia,
provocada pelo usurpador Estevão de Blois, seu primo. Filha
de Henrique I da Inglaterra e da princesa Matilde da Escócia,
tornou-se na única descendente legítima de Henrique I, depois
do naufrágio do White Ship que vitimou seu irmão e herdeiro
direto Guilherme Adelin. Casou pela primeira vez (1114) com Henrique
V, Imperador do Sacro Império, do qual ficou viúva (1125),
com apenas 23 anos e de cujo casamento não deixou descendência.
Casou novamente (1128) com Geoffrey V, Conde de Anjou, o
Plantageneta, e dessa união nasceram no entanto três
filhos: Henrique, Geoffrey e Guilherme. Para evitar
uma guerra civil pela sucessão, seu pai nomeou-a sua sucessora e
obrigou a nobreza jurar-lhe fidelidade. Foi uma escolha surpreendente e
não popular por ela ser mulher e casada com um descendente de uma
casa tradicionalmente adversária dos normandos. A morte de Henrique
I (1135) provocou uma insurreição popular instigada pelos
nobres normandos e a coroa de Inglaterra foi usurpada por Estevão
de Blois, seu primo. A rainha não se conformou e com aliados
como o rei David I da Escócia, seu tio materno, e Roberto
de Gloucester, seu irmão bastardo organizou uma disputa
armada pela recuperação do trono inglês. Assim surgiu
um período de guerra civil moderada, que colocou em instabilidade
todas as instituições políticas que a Inglaterra viveu
nos 19 anos de governo de Estêvão, a denominada Anarquia.
Depois da morte de Roberto de Gloucester (1147), viu-se
obrigada a escapar de Inglaterra e nunca mais regressou ao país,
morrendo em um auto exílio político em um convento, em Rouen.
Seu filho Henrique Plantageneta pôs um fim à
guerra civil obrigando Estevão a nomeá-lo como sucessor no
tratado de Wallingford (1153).