Rei da Grã-Bretanha e Irlanda (1760-1820), eleitor (1760-1814) e
rei de Hanôver (1814-1820) nascido em Londres, que governou durante
um período em que a Inglaterra ganhou a Guerra Sete Anos mas perdeu
suas colônias americanas, e que a França napoleônica
emergiu como a principal potência da Europa. Filho de Frederico
Louis, príncipe de Gales, e da princesa Augusta de Saxe-Gotha,
ficou órfão de pai aos 12 anos, tornando-se, assim, herdeiro
do trono, que assumiu com a morte do avô Jorge II (1760).
Além de uma criança de sentimentos fortes mas de desenvolvimento
mental limitado, herdou dos pais e do avô dele, o rei George II,
e de quem também herdou a antipatia popular. Casou-se (1761) com
Carlota Sofia, princesa de Mecklenburg-Strelitz, com quem foi
pai de nove filhos e seis filhas. Após a posse, com Lord
Frederick North como primeiro-ministro, conduziu um governo
estável (1770-1782). O monarca teve a sorte de escolher um ministro
capaz de transitar e transmitir confiança nas negociações
com a Câmara dos Comuns, o que trouxe inicialmente anos de
sossego e progresso. Porém a manutenção de taxas e
impostos nas 13 colônias inglesas da América para pagar por
proteção militar, como o imposto do chá (1774), conduziu
a revolta armada dos colonos (1775) que proclamaram independência
dos novos Estados Unidos da América (1776). O rei partiu para a
guerra mas foi definitivamente derrotado em Yorktown (1781) e conduzido
a assinar a Paz de Versalhes (1783), assegurando o reconhecimento
britânico dos Estados Unidos de América, mas que trouxe
grande desprestígio político para o governo real. A conscientização
da perda irreversível levou o Parlamento a iniciar uma acusação
contra o governo de North, levando à queda do gabinete (1882). Seguiu-se
uma década de intermináveis perturbações, principalmente
com a França. O primeiro-ministro foi substituído pelo conde
de Shelburne, que colocou como chanceler do Tesouro
William Pitt, o jovem (1783-1806). O rei nomeou-o para a
chefia do gabinete (1783) e dissolveu o Parlamento e convocou novas eleições,
ao que se seguiu uma vitória esmagadora dos partidários de
Pitt. Neste período o rei começou a sofrer de ataques de
porfíria, uma doença enlouquecedora que praticamente
fê-lo deixar de governar. Após o primeiro ataque de loucura
do rei (1788-1789), Pitt assumiu também a direção
da política inglesa. Abandonou os projetos de reforma política
e econômica quando a revolução francesa ameaçou
a Inglaterra. A revolta irlandesa (1798) levou à votação,
pelo Parlamento irlandês, subornado, da anexação da
Irlanda à Grã-Bretanha, aprovada em Westminster (1800) e
o rei foi proclamado rei do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.
Por discordar do rei quanto ao tratamento em relação aos
católicos, Pitt renunciou (1801), mas voltou ao poder três
anos depois (1804). Com a morte de Pitt (1806), segui-se um curto período
de administração dos Whig (1806-1807), que se revelou
desastroso, mesmo com as negociações com Napoleão
e a libertação dos escravos (1807). Vários ataques
deram-lhe uma vida de sofrimentos e o debilitaram nos últimos anos
de seu reinado. Após a morte de sua filha favorita (1811), a princesa
Amélia, o rei enlouqueceu definitivamente. A insanidade do
rei foi considerada permanente e o governo entregue a seu filho George,
Prince of Wales, como Príncipe Regente (1811-1820).
O príncipe regente o sucedeu no trono britânico após
sua morte. Morreu surdo e furioso, trancado no Castelo de Windsor, próximo
a Londres, no dia 29 de janeiro (1820). Faltou a seu governo uma atuação
executiva efetiva, além de contar com um Parlamento sempre mais
pronto para criticar que para cooperar, contribuindo ainda mais para a
fragilidade do governo. Além disso, os ministros eram, a maior parte,
vaidosos e individualistas, o que gerou constantes conflitos administrativos.
Figura copiada do site SPARTACUS
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