Jorge Guilherme Frederico ou George William Frederick ou Georg Wilhelm Friedrich, Rei Jorge III da Grã-Bretanha e Irlanda e eleitor de Hanôver
(1738 - 1820)
  Rei da Grã-Bretanha e Irlanda (1760-1820), eleitor (1760-1814) e rei de Hanôver (1814-1820) nascido em Londres, que governou durante um período em que a Inglaterra ganhou a Guerra Sete Anos mas perdeu suas colônias americanas, e que a França napoleônica emergiu como a principal potência da Europa. Filho de Frederico Louis, príncipe de Gales, e da princesa Augusta de Saxe-Gotha, ficou órfão de pai aos 12 anos, tornando-se, assim, herdeiro do trono, que assumiu com a morte do avô Jorge II (1760). Além de uma criança de sentimentos fortes mas de desenvolvimento mental limitado, herdou dos pais e do avô dele, o rei George II, e de quem também herdou a antipatia popular. Casou-se (1761) com Carlota Sofia, princesa de Mecklenburg-Strelitz, com quem foi pai de nove filhos e seis filhas. Após a posse, com Lord Frederick North como primeiro-ministro, conduziu um governo estável (1770-1782). O monarca teve a sorte de escolher um ministro capaz de transitar e transmitir confiança nas negociações com a Câmara dos Comuns, o que trouxe inicialmente anos de sossego e progresso. Porém a manutenção de taxas e impostos nas 13 colônias inglesas da América para pagar por proteção militar, como o imposto do chá (1774), conduziu a revolta armada dos colonos (1775) que proclamaram independência dos novos Estados Unidos da América (1776). O rei partiu para a guerra mas foi definitivamente derrotado em Yorktown (1781) e conduzido a assinar a Paz de Versalhes (1783), assegurando o reconhecimento britânico dos Estados Unidos de América, mas que trouxe grande desprestígio político para o governo real. A conscientização da perda irreversível levou o Parlamento a iniciar uma acusação contra o governo de North, levando à queda do gabinete (1882). Seguiu-se uma década de intermináveis perturbações, principalmente com a França. O primeiro-ministro foi substituído pelo conde de Shelburne, que colocou como chanceler do Tesouro William Pitt, o jovem (1783-1806). O rei nomeou-o para a chefia do gabinete (1783) e dissolveu o Parlamento e convocou novas eleições, ao que se seguiu uma vitória esmagadora dos partidários de Pitt. Neste período o rei começou a sofrer de ataques de  porfíria, uma doença enlouquecedora que praticamente fê-lo deixar de governar. Após o primeiro ataque de loucura do rei (1788-1789), Pitt assumiu também a direção da política inglesa. Abandonou os projetos de reforma política e econômica quando a revolução francesa ameaçou a Inglaterra. A revolta irlandesa (1798) levou à votação, pelo Parlamento irlandês, subornado, da anexação da Irlanda à Grã-Bretanha, aprovada em Westminster (1800) e o rei foi proclamado rei do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Por discordar do rei quanto ao tratamento em relação aos católicos, Pitt renunciou (1801), mas voltou ao poder três anos depois (1804). Com a morte de Pitt (1806), segui-se um curto período de administração dos Whig (1806-1807), que se revelou desastroso, mesmo com as negociações com Napoleão e a libertação dos escravos (1807). Vários ataques deram-lhe uma vida de sofrimentos e o debilitaram nos últimos anos de seu reinado. Após a morte de sua filha favorita (1811), a princesa Amélia, o rei enlouqueceu definitivamente. A insanidade do rei foi considerada permanente e o governo entregue a seu filho George, Prince of Wales, como Príncipe Regente (1811-1820). O príncipe regente o sucedeu no trono britânico após sua morte. Morreu surdo e furioso, trancado no Castelo de Windsor, próximo a Londres, no dia 29 de janeiro (1820). Faltou a seu governo uma atuação executiva efetiva, além de contar com um Parlamento sempre mais pronto para criticar que para cooperar, contribuindo ainda mais para a fragilidade do governo. Além disso, os ministros eram, a maior parte, vaidosos e individualistas, o que gerou constantes conflitos administrativos.

Figura copiada do site SPARTACUS EDUCATIONAL:
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