Soberano inglês (1422-1461 / 1470-1471) nascido em Windsor, um dos
principais protagonistas da Guerra das Duas Rosas, entre a Casa
de York, rosa branca, e a Casa de Lancastre, rosa vermelha.
Era filho do rei Henrique V de Inglaterra e da sua rainha consorte Catarina
de Valois, princesa da França, e sucedeu ao pai, da Casa
de Lancaster (1422), no trono inglês. Como tinha apenas poucos
meses de vida, uma regência foi assumida pelos tios João,Duque
de Bedford e Humphrey, Duque de Gloucester. Com a morte
do avô, o monarca francês Carlos VI, no mesmo ano, foi
proclamado rei da França, em Paris. Com sua mãe afastada
da corte e da sua educação, foi coroado rei de Inglaterra
aos oito anos de idade, na Abadia de Westminster (1430). De acordo com
o Tratado de Troyes, foi também rei de França, sendo
coroado em Paris (1431). No entanto, a maioria dos franceses reconheciam
Carlos VII de França como seu monarca, e este iniciou uma ofensiva
para expulsão dos ingleses do território francês. A
heroína francesa e santa católica, Joana d’Arc (1412-1431),
apareceu neste período. Estes episódios também fizeram
parte da histórica Guerra dos Cem Anos. Depois da morte do
regente João (1435), os ingleses passaram a recuar e perder
territórios. O rei atingiu a maioridade mas mostrou-se um rei inseguro,
pouco pragmático e muito influenciável, mais interessado
em assuntos de religião que de governo. Casou-se (1445) com Margarida de
Anjou, uma mulher forte e ambiciosa que tomou sua parte na história
do seu reinado Depois de perder o Ducado da Aquitânia (1449)
s da derrota na batalha de Chatillon (1453), a guerra dos cem anos acabou
com a expulsão dos ingleses do continente, à exceção
de Calais. Essas perdas aumentaram os distúrbios internos na Inglaterra
e deu-se início as lutas entre os York e os Lancastre,
guerra que ficou conhecida como a das Duas Rosas, em alusão
às rosas vermelha e branca dos brasões respectivamente de
Lancaster e York. Apoiado pelos nobres descontentes, Ricardo, duque
de York, rebelou-se e reclamou o trono (1455), e obteve sucesso na
batalha de St Albans, considerada como o início da guerra das rosas
(1455-1487). Porém o Duque perdeu a batalha de Wakefield
contra os exércitos comandados por Margarida de Anjou
e foi acusado de traição e executado. Porém os York
não desistiram e com suas tropas comandadas pelo filho mais velho
do York executado, Eduardo, o futuro rei Eduardo IV, e pelo
general Ricardo Neville, Conde de Warwick, conquistam Londres
(1461), depois da vitória na batalha de Mortimer’s Cross, derrotando
e prendendo o rei na Torre de Londres, em Northamptom, e Eduardo
proclamado rei (1461). Depois do rompimento de Eduardo como o Conde
de Warwick, este refugiou-se na França e aliou-se a também
exilada Margarida de Anjou. Unidos voltaram a Inglaterra
e depois de vários confrontos armados, Eduardo foi deposto (1470)
pelas tropas rebeldes, e o trono foi devolvido ao rei anterior. Porém
Eduardo IV retomou o trono no ano seguinte e executou o monarca dos Lancaster,
em Londres. Margarida exilou-se na França e juntou-se a Warwick
(1466), quando este também foi obrigado a exilar-se depois de romper
com o novo rei. Para selar a aliança foi celebrado o casamento entre
Anne Neville, filha de Warwick, e Eduardo de Westminster,
o príncipe de Gales. Assim Warwick voltou à Inglaterra,
à frente dos lancastrianos e derrotou Eduardo em batalha, libertou
o rei da prisão, que solenemente reassumiu o trono (1470). Exilado
na França, Eduardo IV reorganizou-se e destinou-se a reaver a coroa.
De volta ao território inglês venceu a batalha de Tewkesbury
(1471), onde também morreu o Príncipe de Gales. Deposto mais
uma vez, o rei foi aprisionado julgado e executado em Londres. Fundador
do colégio de Eton e do King’s College da Universidade de Cambridge,
sua vida foi dramatizada em uma peça em três partes, de William
Shakespeare: Henry VI (1589-1592/1594/1595).
Figura copiada da WIKIPEDIA -
MONARCAS BRITÂNICOS:
http://pt.wikipedia.org/