Edward ou Eadweard II, Rei Eduardo da Inglaterra, o Mártir
(962 - 978)
Rei da Inglaterra (975-978) da Casa de Wessex, sucedendo ao seu pai Edgar (975-978) como Rei de Inglaterra (975) e que foi assassinado depois de um reinado de três anos em um conflito religioso. A sua subida ao trono foi contestada pelos partidários de Ethelred, seu irmão mais novo, liderados por sua madrasta Elfrida, a rainha viúva, porém a sua reivindicação teve mais apoio popular e foi confirmado pelos Witan. Sua ascensão ao trono deu-se em uma época de grande escassez e de infindáveis questões pela terra. Ocorreram ataques violentos contra monastérios por alguns nobres proeminentes que desejavam as terras que seu pai e ele tinha doado para a Igreja. Muitos destes monastérios foram destruídos, e os monges forçados a fugir. O soberano permaneceu firme junto com arcebispo Dunstan em defesa da Igreja e dos monastérios. Por causa dessa disputa, alguns desses nobres decidiram substituir o rei pelo irmão mais jovem dele Ethelred. Durante um caçada com cachorros e cavaleiros perto de Wareham, em Dorset (978), o rei decidiu visitar o irmão Ethelred, que soube encontrava-se na casa do mãe Elfrida, no Castelo de Corfe, perto de Wareham. O Rei chegou só ao castelo, despido de suspeitas e enquanto tomava um copo de mead oferecido pela madrasta, para distraí-lo, foi apunhalado à traição. O próprio Ethelred tinha então apenas dez anos e, assim, não foi implicado no assassinato. Era um homem jovem de grande devoção e conduta excelente, completamente ortodoxo, bom e de vida santa. Amou acima de tudo as coisas Deus e a Igreja, e era generoso com os pobres. Como conseqüência de ter sido considerado um bom cristão, foi canonizado como São Eduardo o Mártir (1001) pelo papa Silvestre II (999-1003).