Edward of Windsor, Rei Eduardo III da Inglaterra
(1312 - 1377)
Rei da Inglaterra (1327-1377) da dinastia Plantageneta nascido em Windsor, Berkshire, conhecido como Edward de Windsor que subiu ao trono por força de sua mãe, Isabella da França, depôs Edward II, seu marido e coroou o filho, com apenas 15 anos, no lugar do destronado. Sua mãe e o amante dela, Roger de Mortimer, governaram como regentes durante quase quatro anos e nesse período concederam a independência para os escoceses (1328). Ao contrário do seu pai, tinha uma personalidade forte que revelou assim que atingiu a maioridade, aos 18 anos, e resolveu assumir o trono da Inglaterra. Ao mesmo tempo em que mandou executar Mortimer (1330) e exilar a mãe, acusando-os do assassinato do seu pai. No mesmo ano casou com Filipa de Hainaut, com quem teve uma ampla descendência. Em seguida partiu para subjugar de novo a Escócia, cuja independência havia sido dada no período de regência de sua mãe, derrotando-os na batalha de Halidon Hill (1333). Com a morte de Carlos IV de França (1328), o último dos três filhos de Filipe IV, sem descendentes masculinos, a coroa passou para Filipe de Valois, um primo afastado, que foi coroado como Filipe VI de França. Como o rei inglês era sobrinho do falecido Carlos IV, por via da mãe, reclamou o direito dele à coroa francesa. Os franceses logicamente não aceitaram esta hipótese que resultaria numa perda de independência e confirmaram Filipe VI como rei e, assim, o monarca inglês deu início a famosa Guerra dos Cem Anos, o conflito mais importante da Idade Média. Instituiu a Order of the Garter (1342), derrotou o francês na Batalha de Crécy (1346) e capturou Calais (1347), conquistando grande parte do Norte de França, porém por falta de fundos optou por assinar uma trégua. A esta altura a Peste Negra alcançou a Inglaterra (1348), mas as lutas continuaram. Entregou o controle da frente francesa ao filho Eduardo, Príncipe de Gales, que já se revelava um grande líder militar, e concentrou-se na guerra com a Escócia. Submeteu de vez os escoceses (1356) enquanto seu filho comandava a vitória na Batalha de Poitiers. Quatro anos depois, pelo Tratado de Calais (1360), desistiu da sua reivindicação à coroa francesa em troca da soberania sobre o território de Aquitaine. A guerra recomeçou quando Charles V repudiou o Tratado de Calais e recuperou Aquitaine, obrigando o rei inglês assinar uma nova trégua (1375). Eduardo de Gales morreria um ano antes do pai (1376) o que tornou o rei extremamente melancólico, morrendo no ano seguinte, em Sheen, Surrey, sendo sucedido pelo neto Ricardo. Sua morte e a ascensão ao trono inglês por Ricardo, então ainda muito jovem, gerou uma seqüência de conflitos entre os diversos ramos da sua descendência que deram origem à denominada Guerra das Rosas, onde os seus descendentes das casas de York e Lancaster disputaram a coroa numa longa guerra civil. Deixou uma longa descendência e seus filhos ficaram conhecidos pela cidade onde nasceram, sendo que aqueles que atingiram a idade adulta são mencionados a seguir. Com sua mulher, Filipa de Hainaut (1311-1369) foi pai de Eduardo, Príncipe de Gales, e também conhecido como o Príncipe Negro (1330-1376), que casou com Joana de Kent e foi pai de Ricardo II de Inglaterra, conhecido como o último rei Plantageneta, Isabel Plantageneta (1332-1382), que casou com Enguerrand VII, Conde de Courcy, Leonel de Antuérpia, Duque de Clarence (1338-1368), que casou com Isabel de Burgh e Valentina Visconti de Milão, João de Gaunt, Duque da Aquitânia e de Lancaster (1340-1399) cujos descendentes formaram a Casa de Lancaster, a facção da rosa vermelha na Guerra das Rosas. Também pai de Filipa de Lancaster, mulher do rei João I de Portugal e de Edmundo de Langley, Duque de York (1341-1402) cujos descendentes formaram a Casa de York, a facção da rosa branca na famigerada guerra civil. Ainda foram de relevância a filha Maria Plantageneta (1344-1361), que casou com João V, Duque da Bretanha, e o filho Tomás de Woodstock, Duque de Gloucester (1355-1399), que casou com Leonor de Bohun.