Os Vikings Dinamarqueses
(1013 - 1042)
Os vikings eram piratas vindos por mar da Escandinávia, formados por noruegueses, suecos e dinamarqueses, chamados de Normandos ou Homens do Norte, na época carolíngia. No século VIII os noruegueses e dinamarqueses começaram a se estabelecer como povos navegadores e conquistadores. Foi nesta época que os Vikings estabeleceram suas primeiras colônias e bases militares fora de suas terras natais. Percorreram as costas da Europa no século VIII e espalharam-se pelo continente até Constantinopla, tornaram-se, no plano comercial, os intermediários entre Bizâncio e o Ocidente, entre cristãos e muçulmanos. Para o sul e fundaram principados no sul da Itália e na Sicília (séculos XI-XII) e para o Ocidente descobriram a Islândia no século IX e a Groenlândia, no século X. Os noruegueses colonizaram o norte da Escócia e da Irlanda, enquanto os dinamarqueses instalaram-se no nordeste da Inglaterra no século IX, organizados em pequenos bandos. Alguns navios carregados de soldados profissionais deixaram o fiorde Vik (793) e rumaram para as ilhas Britânicas, com destino a Ilha de Lindisfarne, hoje Holy Island, na Inglaterra, onde havia um Mosteiro de relativa importância. Lá operaram um verdadeiro massacre na população do feudo, mataram facilmente os poucos guerreiros do Mosteiro, assassinaram vários monges, aprisionaram outros para vender como escravos, saquearam as peças em ouro e pedras preciosas e por fim atearam fogo à construção. Nos anos que se seguiram, os Vikings realizaram diversos outros reides a Mosteiros em ilhas e na costa inglesa e Escocesa, principalmente na Nortúmbria. No início do século IX, os Dinamarqueses eram conhecidos apenas como Danos, mas aos poucos passaram a se reconhecer como Dinamarqueses e ocuparam o que se tornou a Dinamarca. Os Dinamarqueses também eram considerados Vikings, porém suas rotas de ataques não eram as mesmas dos Noruegueses. A invasão dinamarquesa começou quando uma grande esquadra Viking deixou a Dinamarca rumando para o sul e sudeste da ilha inglesa (851), levando inclusive mulheres e crianças pois visavam se estabelecer na Inglaterra. Desembarcaram na estratégica Ilha de Sheppey, na foz do rio Tâmisa, em e Kent, a menos de 50 km de Londres. Exterminaram o povoado que havia ali e sem muita resistência iniciaram uma povoação Viking na Inglaterra. Depois de se instalarem na ilha Sheppey, os dinamarqueses penetravam no interior da Inglaterra e realizavam saques às diversas cidades, por mais fortificadas que fossem e se converteram no pior pesadelo dos povos Ingleses. Aos poucos os dinamarqueses foram tomando todos os Reinos abaixo da Nortúmbria, como Kent, Lindsey, Anglia Oriental, Mércia, Essex e Sussex. Faltava-lhe apenas o Reino de Wessex, que a essa época já dominava também a Cornualha Britânica. Atacaram o Reino de Wessex (870), mas foram repelidos por Etelred. Em nova ataque (871), mas novamente foram derrotados, agora pelo irmão e sucessor de Etelred, o rei Alfredo. Depois um novo e mais violento ataque (878). Afredo impôs nova derrota e obrigou os dinamarqueses e aceitarem a nova fronteira entre as possessões de Wessex e Danelaw. Os sucessores de Alfredo continuaram desfechando ataques a Danelaw, e expulsaram-nos da cidade de York, no centro da Inglaterra,  proporcionando a unificação da Inglaterra. Entretanto, Danelaw não foi inteiramente conquistada e a presença Viking na Inglaterra continuou até o reinado de Eduardo, o Confessor, após meados do século XI, inclusive passando pelo reinado do Grande Canuto I. Conseguiram de Carlos III, o Simples, a região atualmente conhecida pelo nome de Normandia e, daí, no século XI, partiriam para conquistar a Inglaterra. Os reis ingleses do período escandinavo foram os seguintes:

Sweyn ou Svein I Forkbeard da Dinamarca (970 - 1014), Rei da Inglaterra (1013-1014).
Canuto I, o Grande (995 - 1035), filho do rei dinamarquês Sweyn I e coroado como Rei da Inglaterra (1017).
Harald (1019 - 1040), filho de Canuto I, regente (1035-1037) e rei (1037-1040) da Inglaterra.
Canuto II da Dinamarca e Inglaterra (994 - 1042), Rei da Inglaterra (1040-1042), último dos Canutos.
Eduardo, o Confessor (1003 - 1066), Rei da Inglaterra (1042-1066), descendente direto de Alfredo, o Grande.