Dinastia
Güelfa de Brünswick-Lüneburg / Casa de Hanôver
(1714 - 1837)
Essa
dinastia, que era de origem alemã e reinou na Grã-Bretanha
desde o início do século XVIII (1714), teve sua origem em
una casa nobiliária estabelecida na Suábia e na Baviera desde
o século IX. No século XVII, Ernesto Augusto (1629-1698),
duque de Brunswick-Luneburgo, unificou diversos territórios da Germânia
em torno da cidade de Hanôver, obtendo do imperador Leopoldo I
sua posse como feudo hereditário e sua linhagem com a dignidade
de Eleitores do Império (1692). Casado com Sofía,
filha do eleitor do Palatinado e neta de Jaime [ou Jacob]
I da Inglaterra, o que lhe deu direitos sobre o trono britânico.
Assim seu filho Jorge [ou George] I (1660-1727), assumiu
a coroa da Grã-Bretanha (1714) em função da morte
de Ana I (1665-1714), Rainha da Inglaterra (1702) e da Grã-Bretanha
e Irlanda (1707-1714) sem descendência e da Lei do Estabelecimento
ou Ato de Determinação (1701), que excluía
os católicos da sucessão, criada no reinado de William [ou
Guillerme] III (1650-1702), Rei da Inglaterra e da Escócia (1689-1702).
Desta maneira saía a Casa de Stuart, resultante da unificação
Inglaterra/Escócia (1707) e entrava a Casa de Hanôver
no trono de Grã-Bretanha unificada. Os hanoverianos chegavam ao
poder a em circunstâncias difíceis e que poderiam por em risco
a estabilidade da sociedade britânica. O primeiro de seus reis, Jorge
I, era o 52º em linha para o trono, porém o protestante
mais próximo. No entanto, apesar destas circunstâncias, a
nova dinastia produziu um período notavelmente estável, muito
em si por causa da longevidade de seus reis. Foram só cinco monarcas
(1714-1837), um dos quais, Jorge III, teve o reinado mais longo
da história britânica até então. Com o enfraquecimento
do prestígio de William IV por sua oposição às
reformas parlamentaristas e o matrimônio de sua sobrinha sucessora,
a Rainha Vitória, com o Príncipe Alberto,
filho de Ernesto, o Duque de Saxe-Coburg &Gotha, ou
Saxônia-Coburgo-Gotha, deu-se início a transição
entre a Casa de Hanôver e a de Windsor, embora estes
sejam efetivamente descendentes da Casa de Hanôver. Por isso
que alguns historiadores consideram o final da Casa de Hanôver com
William (1830-1837) e outros com Eduardo VII (1901-1910).
Foi um período de estabilidade política e do desenvolvimento
de monarquia constitucional, onde se destacaram grandes famílias
políticas como os Whig e os Tory. Foi introduzido
o imposto de renda, aboliu-se a escravatura dos negros, reformaram-se leis
sobre a pobreza, e foram efetivadas grandes reformas parlamentaristas que
ampliaram o eleitorado. Também neste período que a Inglaterra
ampliou suas possessões ultramarinas, apesar da perda das colônias
americanas, e houve a fusão política da Irlanda com a Grã
Bretanha, com o nome de Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda. No
término do período de hanoveriano, o Império
Britânico cobria um terço do globo. Para se conhecer mais
sobre cada um dos monarcas desse período clique nos vínculos
abaixo
Jorge
I, Eleitor de Hannover (1660 - 1727), Rei da Grã-Bretanha
e Irlanda (1714-1727)
Jorge
II (1683 - 1760), Rei da Grã-Bretanha e Irlanda (1727-1760)
Jorge
III (1738 - 1820), Rei da Grã-Bretanha e Irlanda (1760-1820),
Rei de Hanôver (1814)
Jorge
IV (1762 - 1830), Rei da Grã-Bretanha e Irlanda (1820-1830),
Rei de Hanôver (1820)
William
IV (1765 - 1837), Rei da Grã-Bretanha e Irlanda (1830-1837),
Rei de Hanôver (1830)
Vitória
I (1819 - 1901), Rainha
da Grã-Bretanha e Irlanda (1837-1901).
Transição Hanôver/Windsor
ou Dinastía da Saxônia-Coburgo-Gotha (1837-1910)
O nome Saxe-Coburg-Gotha
entrou à Família Real britânica (1840) com o matrimônio
de Rainha Vitória e o Príncipe Alberto [ou
Albert], filho de Ernesto [ou Enst], o Duque de Saxe-Coburg
& Gotha. Desse matrimônio nasceu o único monarca britânico
que se poderia dizer da Casa de Saxe-Coburg-Gotha, o Rei Eduardo
[ou Edward] VII que reinou na primeira década
do século XX. Com a coroação do Rei George
V (1865-1936), a casa real britânica estava separada completamente
de suas origens alemães. Essa coroação representou
definitivamente a final da Dinastia de Hanôver e mudança oficial
para Casa de Windsor, uma alusão ao palácio real dessa
cidade inglesa, construído por Jorge III para ser a residência
dos reis, denominação que se tem conservado pelos monarcas
britânicos. Assim se poderia listar como monarcas dessa linhagem/período
mãe e filho, respectivamente, os dois vinculados abaixo.
Vitória
I (1819 - 1901), Rainha
da Grã-Bretanha e Irlanda (1837-1901)
Eduardo
VII (1841-1910), Rei da Grã-Bretanha e Irlanda (1901-1910).