Rei da Grã-Bretanha e Irlanda (1660-1685) nascido em Londres, que
deposto por Cromwell voltou ao poder após a morte deste.
Filho de Carlos I herdou o trono após a morte do pai, que
morreu decapitado (1649), e tornou-se rei da Escócia (1651). Embora
com o apoio dos realistas da Grã-Bretanha, foi derrotado por Cromwell
na batalha de Worcester (1651) e fugiu para a França, enquanto
isso a Escócia unia-se à Inglaterra. Com a morte de Cromwell
(1658) e a deposição de seu filho Richard (1659), retornou
a Londres (1660) e foi proclamado rei pelo Parlamento-Convenção,
com poderes limitados. Realizou então uma aliança com o rei
absolutista Luís XIV da França, de quem passou a receber
ajuda e, em troca, envolveu-se na guerra contra os holandeses. Promulgou
novamente os Atos de Navegação (1651) em favor do
comércio inglês e tomou uma série de medidas contra-revolucionárias.
Desenterrou o cadáver de Cromwell, para simbolicamente ser enforcado
e decapitado (1661). Adotou medidas que favoreciam os católicos
e, por isso, entrou em choque com o Parlamento, que baixou a Lei do
Teste (1673), pela qual qualquer um que ocupasse um cargo no reino
deveria ser anti-católico. Pretendia-se excluir da linha de sucessão
ao trono, o seu irmão Jaime Stuart, que era católico,
futuro Jaime II. Dessas medidas surgiram dois partidos, os
Whigs favoráveis ao Parlamento, e portanto contrários
ao rei, e os Tories, favoráveis ao monarca. Em desconfiança
o Parlamento não foi convocado (1681-1685) até que o rei
morreu em Londres (1685), após um ataque de apoplexia.
Figura copiada do OFFICIAL WEB
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