Pyotr Leonidovich Kapitsa
(1894 - 1984)
  Físico russo nascido em Kronshtadt, Rússia, consagrado como defensor das causas ecológicas e do direcionamento da investigação científica para fins construtivos e que por suas invenções e descobertas sobre comportamentos físicos a baixas temperaturas, foi um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Física (1978), dividido com os americanos da Bell Laboratories, Holmdel, NJ, Robert W. Wilson e Arno A. Penzias, este nascido em Munique, na Alemanha.. Estudou no Instituto Politécnico de Petrogrado e, mais tarde, na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, onde trabalhou com Ernest Rutherford. Nomeado diretor-assistente de pesquisas sobre magnetismo no Laboratório Cavendish (1924), projetou um aparelho com o qual obteve um campo magnético, de 500.000 gauss, só superado em força mais de trinta anos depois (1956). Numa viagem a URSS foi detido por ordem de Stalin e, no ano seguinte, nomeado diretor do de Física da Academia Soviética de Ciências (1935-1946/1955-1984), onde continuou suas pesquisas em física de baixa temperatura e tornou-se professor do Instituto Fisiotécnico de Moscou (1947-1984). Famoso por trabalhos com campos magnéticos intensos e em baixas temperaturas, e também em pesquisas atômicas, descobriu que o hélio II, a forma estável do hélio líquido, abaixo de -270,976o C, quase não apresentava viscosidade, resistência ao fluxo, propriedade denominada de superfluidez. Posteriormente (1958) iniciou uma pesquisa com geradores de microondas de alta potência, para o controle da fusão termonuclear, tema sobre o qual iniciou uma série de publicações (1969). Figura chave no desenvolvimento do Projeto Sputnik, morreu em Moscou.

Figura copiada da página PYOTR KAPITSA/VIRGILIO:
http://sapere.virgilio.it/gallery/