Papa francês da Igreja Cristã Romana (1352-1362) nascido em
Beyssac-en-Corrèze, Limoges, que escolhido em 30 de dezembro (1352)
como sucessor de.Clemente VI (1342-1352). Bispo de Noyon (1388)
e de Clermont (1340), cardeal (1342), foi eleito papa por cardeais franceses.
Começou um período de reformas na Igreja e, com pouco
sucesso, impôs disposições para tentar frear o relaxamento
de costumes do clero regular e secular e pronunciou-se pela supremacia
do papa perante o concílio. Colocou um fim nas inúmeras festas
e banquetes, dispensou centenas de criados que nada faziam e enviou os
bispos que viviam no palácio papal de volta à administração
de suas sedes. Reorganizou o Estado Pontifício e enviou a Roma o
Cardeal Albernos para levar paz à cidade. Coroou Carlos
IV imperador em Roma (1355) e no ano seguinte, foi publicada a Bula
de Ouro, que estabelecia as modalidades da eleição imperial,
sem contemplar a necessidade do reconhecimento da eleição
por parte do pontífice. Preparou a volta da corte papal para Roma,
enviando para a Itália o cardeal Egídio de Albornoz
e Cola di Rienzo, para que restabelecessem a autoridade pontifícia
no Estado da Igreja, extremamente anarquizada devido à agora longa
permanência dos papas em Avinhão. Porém além
da criação da faculdade de teologia em Bolonha, instituída
(1352), o seu projeto de volta a Roma não pôde completar-se
em virtude de suas precárias condições de saúde.
Em geral, teve pouca influência nas questões de política
internacional, inclusive apesar de seus esforços, não conseguiu
pôr fim à Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra.
Também seu apelo por uma nova cruzada não teve ressonância.
Fortificou Avinhão com muralhas e deu grande impulso às artes
e à cultura. O papa de número 200, morreu em 12 de setembro
(1362), em Avinhão, e foi sucedido por Urbano V (1362-1370).
Figura
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