Félix
I, papa
( ? - 274)
Papa (269-274) e santo da Igreja Cristã de
Roma nascido nesta cidade, que foi escolhido para suceder Dionísio
(260-268) e ficou conhecido por ter iniciado o sepultamento dos mártires
sob o altar e a celebração da missa sobre seu túmulos.
As informações sobre sua vida são escassas e poucas
confusas. Como papa interveio na questão da deposição
de Paulo de Samósata, bispo de Antioquia no século
III, que foi condenado por suas doutrinas trinitárias e cristológicas
no sínodo de Antioquia (268). Esse bispo pregava que o Cristo-Logos
e o Espírito Santo significavam apenas qualidades de único
Deus: o Jesus homem obtinha inspiração do Alto e,
quanto mais homem se tornava, tanto mais recebia o Espírito
acabando por identificar-se com o Pai quando da ressurreição.
O Liber pontificalis atribui a este papa, um decreto com que se
autorizava a celebração da missa sobre os túmulos
dos mártires. Durante o Concílio de Éfeso (431), teria
pronunciado que Jesus Cristo, filho de Deus, nascido da Virgem
Maria, é homem e Deus em uma única pessoa, afirmando
a divindade e a humanidade de Cristo e as duas naturezas distintas
em uma só pessoa. Juntou-se aos fiéis nas catacumbas, para
escapar à perseguição do Imperador Aureliano.
Segundo a tradição, o papa de número 26 teria morrido
martirizado em 30 de dezembro (274), sepultado na Catacumba de São
Calisto, na Via Ápia, e foi sucedido por Eutiquiano
(275-283).