Santo
Estêvão [ou Estéfano] I, papa
( ? - 257)
Papa e santo da Igreja Cristã de Roma (254-257)
nascido em Roma, eleito papa em 12 de maio (254) sucessor de Lúcio
I (253-254), que reinou no período em que a controvérsia
com a Igreja africana entrava em seu período mais crítico.
Foi eleito papa depois de uma vacância do cargo por dois meses. Afirmou
insistentemente o primado do papa, para resolver problemas que se relacionavam
com a disciplina eclesiástica ou questões teológicas,
como a da validade do batismo administrado por heréticos e a questão
dos lapsos, cristãos que, no tempo das perseguições,
tinham renegado a fé cristã pelo temor de perderem seus bens,
enfrentar o exílio e os tormentos ou a morte, porém passado
o perigo, arrependidos da apostasia, pediam para ser readmitidos na Igreja.
. Acreditava que esse batismo era válido, no que foi contestado
pelo bispo Cipriano, de Cartago, que convocou dois sínodos
para afirmar a não validade do batismo dos heréticos. O papa
recusou-se a receber os enviados de Cipriano, para o qual rebatizar era
contrário à tradição e isso não podia
ser tolerado. O perigo de ruptura da Igreja era tão grande que levou
Dionísio de Alexandria, que embora apoiasse a posição do
papa, sentiu a necessidade de escreveu ao pontífice suplicando que
adotasse uma linha menos intransigente. As divergências entre papa
e o bispo africano, levou a realização do Concílio
africano (256) que reprovou o procedimento do pontífice e seus métodos
excessivamente autoritários. O conflito estava em seu ponto mais
alto quando foi interrompido com a morte do papa (257). Foi decapitado
pelos soldados de Valeriano, na cadeira pontifícia, durante
uma cerimônia religiosa realizada na Catacumba de São Calisto.
Autoritário e intransigente, plenamente consciente da sua autoridade
e prerrogativa especial, foi o primeiro papa a se assumir com a missão
confiada ao apóstolo Pedro por Jesus Cristo, como
referido no Evangelho de S. Mateus. Foi sepultado
na cripta dos papas nas catacumbas de São Calisto.
Sob seu pontificado, também se intensificaram as lutas cismáticas
dos seguidores do antipapa Novaciano.