Caio
[ou Gaio], papa
(? - 296)
Papa italiano da igreja católica romana
(283-296) nascido em Salona, Dalmácia, substituto de Eutiquiano
(275-283), cujo pontificado coincidiu com o período de paz que antecedeu
à perseguição no governo do Imperador Diocleciano
(284-305). Pouco se sabe de preciso sobre sua vida e pontificado, sobre
o qual faltam dados históricos que elucidem a origem e a indicação
desse papa da igreja cristã. Sabe-se que descendia da família
imperial de Diocleciano, seu tio, e estabeleceu que ninguém
poderia ser ordenado bispo sem antes passar pelos graus de ministro da
Eucaristia, leitor, acólito, exorcista, subdiácono, diácono
e sacerdote. O papa de número 28 proporcionou paz aos cristãos
e construiu amplas igrejas, por toda Roma. Como o imperador Dioclesiano
foi um perseguidor implacável do cristianismo e durante o seu governo
muitos foram martirizados por não abjurarem da fé cristã.
Aparentemente ele procurava por muito tempo os esconderijos das catacumbas,
para assim, atender às necessidades dos cristãos.
Como papa chegou a aconselhar alguns cristãos refugiados na casa
de campo do então convertido prefeito Cromâncio, de
Roma, para que fugissem da cidade antes de serem presos, pois sabia que
muitos destes cristãos fraquejar diante do martírio. Conta-se
que este mesmo conselho foi dado a São Sebastião,
mas este preferiu ficar em Roma, para animar e defender os irmãos
da Igreja. Inclusive este santo, por permanecer na arena da luta defendo
a Igreja de Cristo, foi severamente martirizado. O papa morreu em Roma,
mas não há citações conclusivas de que tenha
morrido como um mártir, completando um papado de doze anos, quatro
meses e sete dias, desde 17 de dezembro (283) até 22 de abril (296),
de acordo com o Catálogo Liberiano. Foi substituído
por Marcelino (296-304) e, posteriormente canonizado, é comemorado
a 22 de abril, juntamente com outro papa e mártir, Sotero (166-175).
Foi sepultado no cemitério da capela dos papas. Vale observar que
as criptas dos papas Caio, Eusébio e de Cornélio,
nas Catacumbas de São Calisto, encontram-se escritas páginas
gloriosas da Igreja de Roma.