Fernando Afonso Collor de Melo
(1949 - )
   Presidente da república brasileira (1990-1992) nascido no Rio de Janeiro, RJ, primeiro presidente brasileiro eleito pelo voto popular depois de 25 anos de regime de exceção e também o primeiro a ter seu mandato cassado legalmente pelo Congresso após uma série de denúncias de corrupção. Filho do político alagoano Arnon de Melo, Formou-se em economia e em comunicação social. Nomeado prefeito de Maceió (1979), elegeu-se deputado federal por Alagoas na legenda do Partido Democrático Social, o PDS (1982). Pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o PMDB, foi eleito governador de Alagoas (1986). No cargo, tornou-se conhecido como o caçador de marajás, funcionários públicos com salários exorbitantes. Fundou o Partido de Reconstrução Nacional, o PRN, e lançou-se candidato à presidência da república(1988). Ganhou o primeiro turno da eleição, a 15 de novembro, e disputou o segundo turno, em 17 de dezembro, com Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, o PT, segundo colocado no primeiro, e foi eleito com 35.089.998 de votos, contra 31.076.364 dados a Lula (1989). O início de seu governo foi marcado por um rígido plano de combate à inflação, o qual, entre outras medidas, impedia os saques de poupança e de contas-correntes por 18 meses. A inflação foi contida por pouco mais de um ano, mas a partir de abril do ano seguinte (1991) os índices se tornaram permanentemente ascendentes e a popularidade de seu governo foi decaindo, agravada pelas denúncias de corrupção encabeçadas pelo seu tesoureiro da campanha presidencial, Paulo César Cavalcante Farias. O escândalo atingiu diretamente o presidente quando seu irmão Pedro Collor de Melo (1992), afirmou que Farias ficava com trinta por cento do dinheiro arrecadado, e o presidente com o restante. Criou-se então uma Comissão Parlamentar de Inquérito, uma CPI, para investigar o chamado o já famoso Esquema PC. O relatório final da CPI, divulgado em 24 de agosto, confirmou o envolvimento de Collor no esquema PC e um pedido de impeachment do presidente foi encaminhado à Câmara dos Deputados. Apoiado em manifestações populares por todo o país, a Câmara autorizou, em 29 de setembro, por 441 votos a 38, a abertura do processo o presidente foi afastado do poder, por seis meses, sendo substituído pelo vice-presidente Itamar Franco. O processo foi para o Senado, onde uma comissão especial aprovou o parecer do relator, favorável à sua condenação por crime de responsabilidade. Na sessão de julgamento, a 29 de dezembro, e por 76 votos a três, os senadores aprovaram sua definitiva perda do mandato e de seus direitos políticos por oito anos, conforme a Constituição. Em 16 de dezembro do ano seguinte (1993) três juízes do Superior Tribunal de Justiça confirmaram a decisão do Senado.

Figura copiada do site oficial da PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA:
https://www.presidencia.gov.br/