Osvaldo Euclides de Sousa Aranha
(1894 - 1960)
Político gaúcho e diplomata brasileiro nascido em Alegrete, Estado do Rio Grande do Sul, considerado um dos arquitetos da Revolução (1930), com grande influência no primeiro governo de Getúlio Vargas. Cursou, no Rio de Janeiro, o Colégio Militar e a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais e também estudou em Paris antes de advogar em seu estado natal e de ingressar na política como intendente de sua cidade natal e subchefe de polícia de Porto Alegre. Na luta fraticida entre chimangos, aliados de Borges de Medeiros e presidente da província, e os maragatos (1923), lutou a favor do governo provincial e foi nomeado intendente de Alegrete (1925). Elegeu-se deputado federal (1927) e, como competente diplomata, conduziu a aproximação entre os  chimangos e os maragatos. Amigo e aliado de Getúlio Vargas, foi o grande articulador da campanha da Aliança Liberal nas eleições e o principal artífice da Revolução (1930). Intermediou a negociação com a Junta Militar Governativa Provisória formada pelo Contra-Almirante Almir José Isaías de Noronha, o General Augusto Tasso Fragoso e o General João de Deus Mena Barreto, no Rio de Janeiro, para a entrega do governo a Vargas. Foi nomeado secretário do Interior (1928) onde dedicou especial esforço para obras educacionais. Depois foi Ministro da Justiça e Negócios Interiores (1930), assumiu a pasta da Fazenda (1031) e foi nomeado embaixador em Washington (1934). Deixou a embaixada em protesto contra o Estado Novo (1937), mas retornou como ministro das Relações Exteriores (1938-1944). Chefiou a delegação brasileira na primeira Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU (1947) e defendeu a criação do Estado de Israel. Voltou ao Ministério da Fazenda (1953) e no governo Juscelino Kubitschek, retornou à ONU, chefiando a delegação brasileira. Morreu no Rio de Janeiro