Osório Duque Estrada
(1870 - 1927)
Crítico, professor, ensaísta, poeta e teatrólogo brasileiro nascido em Pati do Alferes, então município de Vassouras, RJ, autor da letra definitiva do Hino Nacional Brasileiro (1922). Filho do tenente-coronel Luís de Azeredo Coutinho Duque-Estrada e de Mariana Delfim Duque-Estrada e afilhado do General Osório, marquês do Herval, foi educado nos antigos colégios imperiais Almeida Martins, Aquino e Meneses Vieira. Entrou no imperial Colégio Pedro II (1882), onde recebeu o grau de bacharel em letras (1888). Durante este curso publicou o primeiro livro de versos, Alvéolos (1886) e começou a colaborar na imprensa, escrevendo os primeiros ensaios , como um dos auxiliares de José do Patrocínio na campanha da abolição (1887). Alistou-se nas fileiras republicanas (1888), ao lado de Silva Jardim, e entrou para o Centro Lopes Trovão e o Clube Tiradentes, do qual foi segundo secretário. Mudou-se para São Paulo (1889) para se matricular na Faculdade de Direito, mas abandonou o curso (1891) para se dedicar à diplomacia, prestando serviços no Paraguai (1891-1892). Desistiu da carreira diplomática e mudou-se para Minas Gerais (1893) onde redigiu o Eco de Cataguazes. Mudando-se para Petrópolis (1896) e tornou-se inspetor geral do ensino (1896), bibliotecário do Estado do Rio de Janeiro (1899) e professor de francês do Ginásio de Petrópolis (1900). Voltou para a cidade do Rio de Janeiro (1902), nomeado regente interino da cadeira de História Geral do Brasil, no Colégio Pedro II. Abandonou o magistério (1905), passando a se dedicar à literatura e à imprensa, em quase todos os diários do Rio de Janeiro, tornando-se um temido crítico literário. Foi eleito para a Cadeira n. 17 da ABL (1915), na sucessão de Sílvio Romero, e faleceu no Rio de janeiro, RJ. Como poeta, não foi dos mais brilhantes da literatura romântica brasileira estando entre suas obras mais importantes A aristocracia do espírito (1899), Flora de maio, poesia (1902), O Norte, impressões de viagem (1909), Anita Garibaldi, ópera-baile (1911), A arte de fazer versos (1912), Dicionário de rimas ricas (1915), A Abolição, esboço histórico (1918) e Crítica e polêmica (1924), além de publicações sobre língua portuguesa e sobre história

Figura copiada das páginas do CENTRO DE MEMÓRIA / ABL:
http://www.academia.org.br


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