Oscar
Lorenzo Jacinto de la Imaculada
Concepción
Teresa Dias, o Oscarito
(1906 - 1970)
Ator hispano-brasileiro nascido em Málaga,
Espanha, um dos mais brilhantes cômicos do Brasil. De uma família
com quatro séculos de tradição circense, chegou ao
Brasil com apenas um ano de idade e estreou no circo aos 5 anos de idade
fazendo o papel de pequeno índio em uma adaptação
da peça O Guarani, de José de Alencar. Após
trabalhar como acrobata com a mãe, iniciou-se no teatro de revista
com a peça
Calma, Gegê (1932) satirizando o presidente
Getúlio Vargas. Depois fez rádio e estreou no cinema
com uma aparição no filme A Voz do Carnaval (1933).
No início da década seguinte, estreou na Atlântida
onde fez enorme sucesso ao lado de Grande Otelo nas produções
de 34 chanchadas daquela produtora e se tornou um fenômeno de bilheteria
e o comediante mais popular da época. No final dos anos 40, passou
a parodiar as superproduções feitas em Hollywood, como no
antológico Este Mundo é um Pandeiro (1947), quando
se travestiu de Rita Hayworth, em uma sátira ao filme Gilda,
como também em Nem Sansão, nem Dalila (1954), imitando
Sansão e Dalila, de Cecil B. de Mille, e Matar
ou Correr (1954), paródia do bangue-bangue Matar ou Morrer,
de Fred Zinnemann. Fez mais de quarenta filmes (1935-1968), entre
os quais Alô, alô, carnaval (1936),
Banana-da-terra
(1938), Gente honesta (1944), Carnaval no Fogo (1949), Aí
Vem o Barão (1951),
Colégio de brotos (1956)
que foi visto por 250 mil espectadores na primeira semana de exibição,
e O homem do Sputnik (1959). Ator de circo e teatro, que gravou
discos e fez sucesso com marchas de carnaval e fez rádio, cinema
e televisão, faleceu em 04 de agosto (1970), aos 64 anos, no Rio
de Janeiro.