Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac
(1865 - 1918)
  Um dos mais populares poetas brasileiros, também prosador, político e jornalista nascido no Rio de Janeiro, RJ, conferencista notável, tornou-se o poeta mais lido do país nas duas primeiras décadas do século XX. Estudou medicina e direito, no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas não completou nenhum dos dois cursos. Como jornalista teve participação intensa na política e em campanhas cívicas de alcance nacional. Durante a revolta (1893), foi perseguido pelo governo do marechal Floriano, o que lhe valeu um período de prisão na fortaleza da Laje, Rio de Janeiro. Exerceu vários cargos públicos, como oficial da Secretaria do Interior, no Rio de Janeiro, inspetor escolar do antigo Distrito Federal e secretário da III Conferência Pan-Americana do Rio de Janeiro (1906). Foi delegado ao Congresso Pan-Americano de Buenos Aires. Trabalhou em favor do serviço militar obrigatório, até mesmo como instrumento de alfabetização de adultos. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras (cadeira nº 15)  e morreu na cidade onde nasceu. Seu primeiro livro foi Poesias (1888). Entre seus poemas como Profissão de fé, O caçador de esmeraldas, Os sinos, As árvores As ondas são algumas das criações máximas do lirismo parnasiano, de quem ele foi um dos mais significativos representantes, juntamente com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia. Como conferencista, ensaísta, contista e outros textos em prosa destacou-se em publicações como Crônicas e novelas (1894), Crítica e fantasia (1904), Conferências literárias (1906-1912), Discursos (1915), Ironia e piedade (1916), Últimas conferências e discursos (1924).

Foto copiada do site A LITERATURA BRASILEIRA:
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