Físico dinamarquês, natural de Copenhague, cujas pesquisas
lançou as bases para o desenvolvimento da moderna física
nuclear e considerado um dos mais importantes físicos teóricos
do século. Filho de um professor de fisiologia da universidade
de Copenhague, nesta cidade estudou até obter o doutorado (1911)
com uma tese sobre o comportamento eletrônico dos metais. Depois
que trabalhou em Cambridge com J. J.Thompson, foi trabalhar
em Manchester (1912) com Ernest Rutherford e a partir das teorias
e do modelo planetário de Rutherford, utilizando os fundamentos
da física quântica, estudou e descreveu a teoria dos elétrons
orbitais do átomo criando, portanto, as bases da moderna teoria
atômica (1913). Segundo ele, os elétrons estavam distribuídos
em níveis de energia característicos de cada átomo
criando o modelo quântico do átomo. Ao absorver um
quanta de energia, um elétron pode pular para outro nível
e depois voltar a seu nível original, emitindo um quanta idêntico.
Voltando a Dinamarca (1916), foi nomeado professor de física na
Universidade de Copenhague e, posteriormente, diretor do recém-criado
(1920) Instituto de Física Teórica da Universidade de Copenhague
(1921). Ganhou o Prêmio Nobel de Física (1922) por suas pesquisas
sobre estruturas e radiações atômicas. Formulou o princípio
da correspondência e o de complementaridade (1928). A
ocupação da Dinamarca pelo exército alemão
(1940), a ascendência judia e suas atividades anti-nazistas obrigaram-no
a viajar para a Inglaterra e mais tarde para os Estados Unidos, onde colaborou
na produção da bomba atômica, projeto que abandonou
(1944) para iniciar uma intensa atividade em favor da utilização
pacífica de energia nuclear. Foi agraciado com o primeiro prêmio
Átomos para a Paz (1957) e morreu em sua cidade natal. Seu
filho Aage Niels Bohr, um de seus colaboradores nos Estados Unidos,
recebeu o Prêmio Nobel de Física (1975).
Figura
copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/