Léon Victor Auguste Bourgeois
(1851 - 1925)
  Estadista, jurista, artista e estudante nascido em Paris, um homem de capacidades prodigiosas e interesses diversificados e considerado o pai espiritual da Liga das Nações e vencedor do Prêmio Nobel da Paz (1920) como presidente do Conselho da Liga das Nações. Filho de relojoeiro descendente de burgúndios que moravam em Paris, foi um estudante brilhante e entusiástico, foi aluno da Instituição Massin, em Paris, onde logo demonstrou sua inteligência, liderança e talento oratório. Continuou sua formação no Lycée Charlemagne, e, depois de lutar em um regimento de artilharia durante a guerra franco-prussiano, matriculou-se na Escola de Direito da Universidade de Paris. Estudou também hinduísmo e sânscrito, artes, música, tornou-se perito em escultura e, posteriormente, exercitou seu talento como um artesão e caricaturista. Exerceu a advocacia durante vários anos e assumiu a chefia (1876) do primeiro escritório público do Ministério do Trabalho. Em uma rápida sucessão, ele assumiu como secretário-geral da Prefeitura de Marne (1877), vice-prefeito de Reims (1880), prefeito de Tarn (1882), secretário-geral de Seine (1883), prefeito de Haute-Garonne (1885), diretor de pessoal no Ministério do Interior (1886) e diretor de negócios departamentais e comunais (1887). Foi nomeado comissário geral da polícia de Paris, o préfet de police (1887) e se tornou deputado por Marne (1888). Foi nomeado subsecretário de estado no gabinete de Charles Floquet (1888), deputado eleito de Reims (1889) e Ministre de l'Intérieur no Gabinete de Tirard (1890). Foi Ministre de l'Instruction Publique (1890-1892) no gabinete de Freycinet e novamente (1898) no de Brisson. Antes deixara a pasta de educação temporariamente pela de Ministre de la Justice (1892-1894). Presidiu a delegação francesa para a primeira Conferência de Paz de Haia (1899) e foi um dos responsáveis pelo posterior estabelecimento de um Tribunal Iternacional Permanente de Arbitragem, do qual se tornou membro (1903). Saiu temporariamente da vida pública (1904) por causa de problemas de saúde pobre e viajou para um tempo pela Espanha, Itália e Leste Europeu. Recuperado resistiu ao convite de amigos para concorrer para a presidência e ganhou a eleição como senador de Marne (1905), cargo para qual ele foi eleito continuamente até sua morte. Ainda foi nomeado (1906) ministro de relações exteriores no governo de Sarrien e foi presidente da primeira comissão de arbitragem (1907) na segunda Conferência de Paz de Haia. Continuou seus serviços à nação e foi nomeado Ministre du Travail no governo de Poincaré (1912), Ministro de Relações Exteriores no de Ribot (1914), Ministre d'État durante a guerra (1914-1917) e Ministre du Travail (1917). Encabeçou uma comissão oficial de fundação da Liga de Nações (1918) e apresentou um projeto para tal organização. Assumiu a presidência do Senado francês (1920) e foi eleito o primeiro presidente do Conselho da Liga de Nações por unanimidade, cargo que lhe deu o Nobel da Paz. Com a saúde deteriorando e chegando cegueira, o maçon Grand Maître du Grand Orient de France aposentou-se do Senado (1923) e morreu no Château de Oger, perto de Epérnay, em Marne, vítima de uremia, aos 74 anos. Interessado ao longo de toda sua vida com o melhoria da condição de homem pela educação, justiça, saúde e a abolição de guerra, foi também um político sem ambições pessoais a ponto de por duas vezes recusar concorrer para a presidência da República apesar das garantias de que poderia ser eleito facilmente, deixou obras escritas como Solidarité (1896), La Politique radicale: Étude sur les doctrines du parti radical et radical socialiste (1908), Pour la Société des Nations (1910), Le Pacte de 1919 et la Société des Nations (1919) e L'Oeuvre de la Société des Nations, 1920-1923 (1923).

Figura copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/