Kim Dae-jung
(1925 - 2009)
  Político pacifista oriental nascido na pequena aldeia de Hauido, em uma ilha da costa sudoeste da Coréia do Sul, força propulsora da democracia na Coréia do Sul e Prêmio Nobel da Paz (2000) pelo seu trabalho pela democracia e direitos humanos, em especial pelos esforços pacíficos para a reconciliação com a Coréia do Norte. Filho de camponeses, católico, foi educado na Escola de Comércio de Mokp'o, onde concluiu sua formação secundária durante a II Guerra (1943). De acordo com sua licenciatura, iniciou a sua atividade profissional em uma companhia japonesa, na qual prosperou tornando-se um homem de negócios. Durante a Guerra da Coréia (1950-1953) foi preso e condenado à morte pelos comunistas, mas foi libertado pelos militares norte-americanos. Depois da guerra decidiu entrar na política partidária e tornou-se um ativista político de oposição ao governo. A carreira política dele provou ser bastante turbulenta desde o começo. Foi eleito para Assembléia Nacional (1961), mas três dias depois dessa eleição, a Assembléia Nacional foi dissolvida por um golpe militar conduzido pelo General Park Chung Hee (1917-1979). Dois anos depois foi reeleito para a Assembléia Nacional e começou a surgir como um líder do Partido Democrático e serviu como o porta-voz do seu partido. Com a revisão constitucional (1969) do general-presidente Park Chung Hee, foi escolhido o presidente do Partido Democrático (1970). Em Tóquio (1973), durante a preparação de uma campanha política, foi raptado do hotel onde se encontrava e forçado a regressar à Coréia do Sul e foi condenado a cinco anos em prisão (1973-1978) . Colocado sob prisão domiciliar, foi preso novamente (1976) por participar de manifestações de oposição ao governo, tendo sido libertado três anos depois. Em seguida o Presidente Park Hee foi assassinado e os seus direitos políticas foram restabelecidos. Porém meses depois um novo golpe militar o levou de volta para a prisão (1980) e em novembro daquele ano, um tribunal militar o condenou a morte sob acusação de traição. Com a pena convertida em prisão perpétua, depois a 20 anos e finalmente, por questões de saúde, foi-lhe permitido se exilar nos Estados Unidos (1982). Com o fim do exílio (1985) voltou para a Coréia e recuperou seus direitos civis e políticos. Regressou ao seu país e concorreu às eleições presidenciais perdendo-as (1987 / 1992) em favor de Kim Young-sam (1927- ). Fundou um novo partido (1995) e finalmente foi eleito à presidência (1997) como o oitavo Presidente do República de Coréia, ganhando do seu oponente, o também católico Lee Hoi-chang (1935- ) e marcando a primeira transição de poder para um partido de oposição na história moderna de Coréia. Durante seu mandato (1998-2003), assumiu em meio de uma crise financeira sem precedentes e dedicou-se primeiramente à tarefa de recuperação econômica (1998-1999). Conseguiu retirar o país da beira de falência e colocá-lo em um dos países de tecnologia de ponta em todo o mundo. Subseqüentemente iniciou reformas estruturais administrativas de profundidade e o desenvolvimento de uma política pacifista e de aproximação com a Coréia do Norte, marcando as primeiras conversas entre autoridades de peso das Coréias em quase dois anos e liderou (2000) o primeiro encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-il (1942- ). Foi sucedido na presidência do país por Roh Moo-hyun (1946-2009) e faleceu de falência múltipla do órgãos, no hospital Severance, em Seul, aos 85 anos e enterrado no Cemitério Nacional de Seul. Ecologista, pediu rigorosa condenação internacional contra os norte-coreanos por testarem armas nucleares, defendeu a Política de Sol em Pyongyang e recebeu um doutorado honorário na University of Portland (2008) onde pronunciou o discurso Challenge, Response, and God.

Figura copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/