Político timorense nascido em Díli, Timor-Leste, Prêmio
Nobel da Paz (1996) pelo seu trabalho conducente a a uma solução
justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste, dividido com o
bispo católico-romano Carlos Filipe Ximenes Belo (1948 - ).
Filho de mãe timorense e pai português exilado em Timor, foi
educado numa missão católica em Soibada. Aos 21 anos, devido
à atividade política pró-independência, esteve
exilado por um ano (1970-1971) durante a época colonial, em Moçambique.
Ocupou o cargo de Ministro das Relações Exteriores no governo
autoproclamado (1975), mas logo teve que fugir antes da invasão
indonésia. Viajou até Nova Iorque para apresentar às
Nações Unidas o caso timorense e tornou-se porta-voz da resistência
timorense no exílio durante a ocupação indonésia
(1975-1999). Estudou Direito Internacional na Academia de Direito Internacional
da Haia, na Holanda (1983) e na Universidade de Antioch, U.S.A., onde completou
o mestrado em pacifismo (1984). Com o compatriota Bispo Carlos
Filipe Ximenes Belo, a academia do Nobel laureou-os pelo contínuo
esforço para terminar com a opressão vigente em Timor-Leste.
Foi Ministro de Negócios Estrangeiros de Timor-Leste desde a independência
(2002) e assumiu como Primeiro-Ministro de seu país (2006), após
disputas civis internas originárias em problemas étnicos.
Conquistou a Presidência no dia 9 de maio (2007), para substituir
o primeiro presidente do país e em fim de mandato, Xanana Gusmão,
quando venceu Francisco Guterres, então presidente do Parlamento,
no segundo turno das eleições para chefe de Estado, depois
de obter quase 70% dos votos no pleito. Tomou posse como o segundo presidente
da República do Timor-Leste, no dia 20 maio, em cerimônia
na qual prometeu obedecer a Constituição para garantir a
unidade e estabilidade nacional.
Figura
copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/