José Ramos-Horta
(1949 - )
  Político timorense nascido em Díli, Timor-Leste, Prêmio Nobel da Paz (1996) pelo seu trabalho conducente a a uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste, dividido com o bispo católico-romano Carlos Filipe Ximenes Belo (1948 - ). Filho de mãe timorense e pai português exilado em Timor, foi educado numa missão católica em Soibada. Aos 21 anos, devido à atividade política pró-independência, esteve exilado por um ano (1970-1971) durante a época colonial, em Moçambique. Ocupou o cargo de Ministro das Relações Exteriores no governo autoproclamado (1975), mas logo teve que fugir antes da invasão indonésia. Viajou até Nova Iorque para apresentar às Nações Unidas o caso timorense e tornou-se porta-voz da resistência timorense no exílio durante a ocupação indonésia (1975-1999). Estudou Direito Internacional na Academia de Direito Internacional da Haia, na Holanda (1983) e na Universidade de Antioch, U.S.A., onde completou o mestrado em pacifismo (1984). Com o compatriota Bispo Carlos Filipe Ximenes Belo, a academia do Nobel laureou-os pelo contínuo esforço para terminar com a opressão vigente em Timor-Leste. Foi Ministro de Negócios Estrangeiros de Timor-Leste desde a independência (2002) e assumiu como Primeiro-Ministro de seu país (2006), após disputas civis internas originárias em problemas étnicos. Conquistou a Presidência no dia 9 de maio (2007), para substituir o primeiro presidente do país e em fim de mandato, Xanana Gusmão, quando venceu Francisco Guterres, então presidente do Parlamento, no segundo turno das eleições para chefe de Estado, depois de obter quase 70% dos votos no pleito. Tomou posse como o segundo presidente da República do Timor-Leste, no dia 20 maio, em cerimônia na qual prometeu obedecer a Constituição para garantir a unidade e estabilidade nacional.

Figura copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/