Político pacifista alemão nascido em Berlim, Ministro dos
Negócios Estrangeiros e chanceler alemão e Prêmio Nobel
da Paz (1926) pelos seus esforços de reconciliação,
o chanceler e pela a elaboração do Tratado de Locarno*
(1925), dividido com Aristide Briand (1862-1932). Filho de um próspero
dono de um restaurante e taverna, foi educado no Gymnasium Real Andreas,
em Berlim, onde estudou literatura, filosofia e economia política
em Berlim, Depois estudou em Leipzig, onde descobriu que tinha poderes
de liderança e dotes literários. Escreveu ensaios críticos
sobre a Utopia de Thomas More e artigos históricos
sobre Bismarck e Napoleão, compôs letras de
músicas de Strauss e agiu como porta-voz da associação
de estudantes. Neste período apresentou uma dissertação
para o seu doutorado sobre uma investigação econômica
do comércio de cerveja engarrafado em Berlim, era prático
e teórico, enquanto avaliando as pressões de capitalismo
empresarial grande na classe média independente de Berlim e entrou
no real mundo de comércio (1901) como um balconista na Associação
de Fabricantes de Chocolate alemães, em Dresden. Um ano depois assumiu
a administração empresarial da filial local da Aliança
de Fabricantes, uma associação de empresários, onde
demonstrou grande talento administrador. Sempre convencido da relação
entre economia e política, resolveu entrar para a política
partidária e tornou-se membro do Partido Nacional Liberal (1903).
Eleito (1906) para o conselho de cidade de Dresden (1906-1912), no ano
seguinte (1907) ganhou também a eleição para o Reichstag.
Logo chamou a atenção como deputado do Parlamento, que integrou
nos dois períodos (1907-1912) / 1914-1918), por suas exigências
em prol da anexação durante a Primeira Guerra Mundial. Eleito
líder do Partido Liberal Nacional (1917) participou naquele ano
da substituição do chanceler Theobald von Bethmann Hollweg,
exigindo então reformas internas como condição imprescindível
para a vitória. Depois da guerra, rejeitado pelo Partido Democrático
Alemão (1918), de tendência progressista e liberal, fundou
o Partido Popular Alemão, pelo qual foi representante na Assembléia
Nacional (1919-1920) e no Parlamento (1920-1929). Inicialmente alheio à
República
de Weimar, acabou por aceitá-la em (1920) e três anos
depois preparou a sua consolidação, como
Reichskanzler,
ou seja, Chanceler da República de Weimar, sucedendo Wilhelm
Cuno. Direitista moderado, quando foi empossado chanceler alemão
em agosto (1923), desde o começo do ano tropas francesas e belgas
mantinham ocupadas a região industrial do Ruhr, porque a Alemanha
não pagava em dia as reparações por danos causados
na Primeira Guerra Mundial e com muita freqüência, sucediam-se
as trocas de coalizões governamentais. A resistência passiva
da população causou um agravamento da crise econômica
e a a inflação atingia índices astronômicos,
chegando o dólar a valer 4,2 bilhões de marcos e uma de suas
principais metas era estabilizar a economia e para tanto, era necessário
encerrar a disputa pela região do Ruhr. Tentou acertar com a França
uma saída honrosa para a Alemanha, mas diante dos insucessos nas
negociações, declarou o fim da resistência passiva.
A imprensa direitista atacou-o violentamente, acusando-o de traição
à pátria por defender um entendimento com o inimigo da Primeira
Guerra Mundial, e ele próprio foi ameaçado de morte, mas
conquistou o apoio das forças burguesas-direitistas para a sua política.
Sua política de estabilização e equilíbrio
teve êxito e no final daquele ano conseguiu derrubar a inflação
e através de vários acordos assinados por ele, o Império
Alemão livrou-se de seu isolamento político internacional,
possibilitando posteriormente, por exemplo, um entendimento no pagamento
das reparações devidas (1924), a assinatura do Pacto de Locarno
e a entrada da Alemanha na Liga das Nações (1926). Entretando,
em novembro foram apresentados ao Parlamento dois pedidos de votos de desconfiança
contra ele: o primeiro, do Partido Social Democrata, e o segundo, do Partido
Nacional Popular da Alemanha e, atacado pela direita e esquerda, ele submeteu-se
ao voto de confiança e perdeu a votação por 231 a
156 votos. Em 23 de novembro, apenas cem dias após sua posse, renunciou
ao cargo de Reichskanzler e foi sucedido por Wilhelm Marx.
Voltou ao Parlamento e morreu em Berlim seis anos depois, vítima
de um ataque cardíaco.
* OBS: O nome da cidade de Locarno não deve ser confundido com Lugano ou com Lucerna, outras cidades suíças.
Figura
copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/