Gustav Stresemann
(1878 - 1929)
  Político pacifista alemão nascido em Berlim, Ministro dos Negócios Estrangeiros e chanceler alemão e Prêmio Nobel da Paz (1926) pelos seus esforços de reconciliação, o chanceler e pela a elaboração do Tratado de Locarno* (1925), dividido com Aristide Briand (1862-1932). Filho de um próspero dono de um restaurante e taverna, foi educado no Gymnasium Real Andreas, em Berlim, onde estudou literatura, filosofia e economia política em Berlim, Depois estudou em Leipzig, onde descobriu que tinha poderes de liderança e dotes literários. Escreveu ensaios críticos sobre a Utopia de Thomas More e artigos históricos sobre Bismarck e Napoleão, compôs letras de músicas de Strauss e agiu como porta-voz da associação de estudantes. Neste período apresentou uma dissertação para o seu doutorado sobre uma investigação econômica do comércio de cerveja engarrafado em Berlim, era prático e teórico, enquanto avaliando as pressões de capitalismo empresarial grande na classe média independente de Berlim e entrou no real mundo de comércio (1901) como um balconista na Associação de Fabricantes de Chocolate alemães, em Dresden. Um ano depois assumiu a administração empresarial da filial local da Aliança de Fabricantes, uma associação de empresários, onde demonstrou grande talento administrador.  Sempre convencido da relação entre economia e política, resolveu entrar para a política partidária e tornou-se membro do Partido Nacional Liberal (1903). Eleito (1906) para o conselho de cidade de Dresden (1906-1912), no ano seguinte (1907) ganhou também a eleição para o Reichstag. Logo chamou a atenção como deputado do Parlamento, que integrou nos dois períodos (1907-1912) / 1914-1918), por suas exigências em prol da anexação durante a Primeira Guerra Mundial. Eleito líder do Partido Liberal Nacional (1917) participou naquele ano da substituição do chanceler Theobald von Bethmann Hollweg, exigindo então reformas internas como condição imprescindível para a vitória. Depois da guerra, rejeitado pelo Partido Democrático Alemão (1918), de tendência progressista e liberal, fundou o Partido Popular Alemão, pelo qual foi representante na Assembléia Nacional (1919-1920) e no Parlamento (1920-1929). Inicialmente alheio à República de Weimar, acabou por aceitá-la em (1920) e três anos depois preparou a sua consolidação, como Reichskanzler, ou seja, Chanceler da República de Weimar, sucedendo Wilhelm Cuno. Direitista moderado, quando foi empossado chanceler alemão em agosto (1923), desde o começo do ano tropas francesas e belgas mantinham ocupadas a região industrial do Ruhr, porque a Alemanha não pagava em dia as reparações por danos causados na Primeira Guerra Mundial e com muita freqüência, sucediam-se as trocas de coalizões governamentais. A resistência passiva da população causou um agravamento da crise econômica e a a inflação atingia índices astronômicos, chegando o dólar a valer 4,2 bilhões de marcos e uma de suas principais metas era estabilizar a economia e para tanto, era necessário encerrar a disputa pela região do Ruhr. Tentou acertar com a França uma saída honrosa para a Alemanha, mas diante dos insucessos nas negociações, declarou o fim da resistência passiva. A imprensa direitista atacou-o violentamente, acusando-o de traição à pátria por defender um entendimento com o inimigo da Primeira Guerra Mundial, e ele próprio foi ameaçado de morte, mas conquistou o apoio das forças burguesas-direitistas para a sua política. Sua política de estabilização e equilíbrio teve êxito e no final daquele ano conseguiu derrubar a inflação e através de vários acordos assinados por ele, o Império Alemão livrou-se de seu isolamento político internacional, possibilitando posteriormente, por exemplo, um entendimento no pagamento das reparações devidas (1924), a assinatura do Pacto de Locarno e a entrada da Alemanha na Liga das Nações (1926). Entretando, em novembro foram apresentados ao Parlamento dois pedidos de votos de desconfiança contra ele: o primeiro, do Partido Social Democrata, e o segundo, do Partido Nacional Popular da Alemanha e, atacado pela direita e esquerda, ele submeteu-se ao voto de confiança e perdeu a votação por 231 a 156 votos. Em 23 de novembro, apenas cem dias após sua posse, renunciou ao cargo de Reichskanzler e foi sucedido por Wilhelm Marx. Voltou ao Parlamento e morreu em Berlim seis anos depois, vítima de um ataque cardíaco.

* OBS: O nome da cidade de Locarno não deve ser confundido com Lugano ou com Lucerna, outras cidades suíças.

Figura copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/