Ferdinand Édouard Buisson
(1841 - 1932)
 
Pedagogo e pacifista francês nascido em Paris, que reorganizou o sistema de escola primária francês e fez um papel vital na modernização de educação primária francesa e foi premiado com o Nobel da Paz (1927) como fundador e presidente da Liga dos Direitos do Homem, dividido com pacifista alemão Ludwig Quidde (1858-1941). Filho de juiz protestante do Tribunal de St. Étienne, foi educado no Collège d'Argentan e no Lycée St.-Étienne, mas deixou a escola depois da morte do pai, aos dezesseis anos, para ajudar a família. Depois completou sua educação secundária no Lycée Condorcet e obteve o grau universitário em filosofia na Universidade de Paris. Bem depois, à idade decinqüenta e um anos, obteve o doutorado em literatura. Recusando (1866) prestar o juramento de lealdade ao Segundo Império francês de Napoleão III e conseqüentemente incapaz achar um posto pedagógico, foi para a Suíça onde foi professor de filosofia pedagógica na Académie de Neuchâtel (1866-1870). Neste período fez parte da primeira Conferência de Paz de Genebra (1867) onde defendeu a criação dos Estados Unidos da Europa. Depois da queda de Paris na Guerra Franco-alemã (1870-1971), organizou um asilo para órfãos de guerra. Em seguida foi nomeado inspetor geral das escolas públicas de Paris (1871) sob a Terceira República francesa, mas foi demitido por recomendar a eliminação de instrução religiosa. Ganhou fama internacional como educador quando apresentou seu famoso relatório sobre a seção de educação da Exposição Internacional de Filadélfia (1876). Como diretor nacional de educação elementar (1879-1996), ele ajudou o Premier Jules Ferry traçando estatutos que livraram as escolas públicas do controle de igreja (1881, 1886) e tornou a educação primária gratuita e compulsória (1882). Depois de um período ensinando na Sorbonne (1896-1902),  tempo em que ajudou a fundar Ligue des Droits de l'Homme, ou Liga dos Direitos Humanos (1898), assumiu uma cadeira na Câmara Nacional dos Deputados (1902-1914) e repetiu o mandato (1919-1923). Faleceu em Thieuloy-Saint-Antoine, deixando obras como Le Christianisme libéral (1865), Sébastien Castellion, 2 volumes (1892), La Religion, la Morale et la Science, quatre conférences (1900), Dictionnaire de pédagogique (1911), Condorcet (1929) e Dictionnaire de pédagogique et d'instruction primaire (1929).

Figura copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/