Jornalista e escritor antinazista alemão nascido em Hamburgo, Prêmio
Nobel da Paz (1935) por suas atividades como jornalista pacifista. Uniu-se
a Sociedade de Paz alemã (1912) mas foi alistado no exército
e serviu ao longo de Primeira Guerra Mundial. Depois da guerra se tornou
o secretário da sociedade em Berlim (1920) e ajudou a fundar a organização
Nie
Wieder Krieg que queria dizer Guerra nunca mais (1922) e se
tornou o editor do Weltbühne, um semanário político
liberal (1927), onde em umas séries de artigos acusou o Reichswehr,
o exército alemão, de está rearmando-se em segredo.
Acusado de traição, foi preso e condenado (1931) a 18 meses
de prisão mas foi anistiado um ano após. Retomou a redação
e retomou sua oposição ao militarismo alemão e ao
extremismo político até que o Adolf Hitler se tornasse
o chanceler de Alemanha (1933). Não podendo fugir a tempo como fizeram
outros intelectuais alemães, novamente foi preso (1933) e enviado
a um acampamento de concentração, em Papenburg. Depois de
suportar três anos de encarceramento e tortura, foi transferido (1936)
para um hospital de prisão em Berlim. Sua prisão ganhou publicidade
internacional e neste período foi premiado com o Nobel da Paz (1935).
Hitler
considerou
uma afronta a atribuição deste Nobel ao jornalista dissidente
expediu um decreto proibindo todos os alemães de receberem tal honraria
(1937). Muito doente, foi internado em um sanatório privado e morreu
em Berlim, aos 49 anos. Em sua memória hoje é nome várias
instituições em seu país, inclusive de uma importante
universidade de Oldenburg. A atribuição do Nobel da Paz é
uma das mais complicadas tarefas deixadas pelo cientista à comunidade
mundial. Quase todos os anos, a atribuição do prêmio
é contestada, mas até hoje, a entrega do Nobel a este alemão
foi a mais polêmica. Esta escolha foi totalmente condicionada por
pressões tão veementes que os membros do governo sueco não
estiveram presentes na cerimônia.
Figura
copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/