Baronesa Bertha Felicie Sophie Gräfin Kinsky von Suttner und Tettau
(1843 - 1914)
  Escritora, pacifista e compositora de música tcheca nascida Condessa Kinsky, em Praga, então no Império Austro-Húngaro e hoje na República Tcheca, Prêmio Nobel da Paz (1905) como escritora e presidente honorária do Gabinete Internacional Permanente para a Paz. Filha póstuma do Marechal-de-Campo e Conde Franz Graf Kinsky von Wchnitiz und Tettau, nasceu órfã e cresceu sob a educação da aristocracia militarista austríaca e estudou línguas e música. Aos 30 anos de idade, ainda solteira, conseguiu uma colocação como Dama-de-Companhia e Preceptora de 4 filhas e um filho do Barão von Suttner, em Viena. Apaixonada pelo filho, Arthur von Suttner, foi obrigada pela família dele a deixar a casa e passou a se dedicar a música, com especialização em óperas e línguas. Foi para Paris (1875) como secretária do industrial sueco Alfred Nobel e depois de uma curta permanência, retornou a Viena para se casar secretamente com o Barão ArthurGundaccar von Suttner. Descobertos, saíram de Viena para um auto-exílio no Cáucaso, onde passaram nove anos ministrando aulas de música e dedicando-se a literatura. Escreveu quatro novelas e lançou seu primeiro livro Inventarium einer Seele, com idéias de autores evolucionistas e o conceito social de paz. Também nesse período publicou o livro Es Löwos, uma descrição poética de sua vida. Com o perdão da família do esposo, retornaram para a Áustria (1885), onde escreveu a maioria de seus livros, incluindo muitas novelas. Sua vida foi orientada quase que unicamente para a literatura. Em Das Maschinenzeitalter (1889), foi criticada por muitos por seu nacionalismo exacerbado e excessivas menções a armamentos, mas ganhou popularidade internacional com o romance Die Waffen nieder! e foi traduzida para diversas línguas, notadamente junto aos movimentos pacifistas. Ajudou a organizar o primeiro Congresso Internacional de Paz, em Viena (1891) e fundou a Sociedade Austríaca dos Amigos da Paz. Foi eleita Vice-Presidente do Escritório Internacional da Paz, durante o 3º Congresso Mundial da Paz, em Roma, e fundou, juntamente com A. H. Fritar, um jornal denominado Die Waffen nieder! (1892), dedicado à Paz. Esta publicação foi substituída pelo jornal Friedenswarte (1899), para o qual continuaria fazendo contribuições até sua morte. Viúva (1902), continuou a trabalhar pela paz mundial, viajou constantemente por vários países do mundo, incluindo Estados Unidos e Inglaterra, e tornou-se a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel da Paz (1905). Morreu de câncer durante os preparos para o 23º Congresso Mundial da Pazantes, dois meses antes do começo da Primeira Guerra Mundial e, de acordo com seu desejo, foi cremada em Gotha e suas cinzas espalhadas ao vento. Outras publicações importantes foram Das Maschinenzeitalter. Zukunftsvorlesungen über unsere Zeit von «Jemand» (1891), Lay Down Your Arms: The Autobiography of Martha von Tilling (1892), Ein Vortrag. München (1900), Fortsetzung zu Die Waffen nieder (1902), Briefe an einen Toten (1904-1905), The Records of an Eventful Life, 2 vols (1910), Der Kampf um die Vermeidung des Weltkrieges: Randglossen aus zwei Jahrzehnten zu den Zeitereignissen vor der Katastrophe (1892-1900 und 1907-1914) (1917).

Figura copiada do site da FUNDAÇÃO NOBEL:
http://nobelprize.org/