Pastor e ativista estadunidense nascido em Atlanta, Geórgia, Estados
Unidos, cuja liderança foi fundamental para o sucesso do movimento
pela igualdade de direitos civis entre negros e brancos nos Estados Unidos
(1960-1965). De uma família de pastores batistas negros, segundo
de três filhos do reverendo Martin e de Alberta Williams
King, formou-se bacharel em Sociologia na Morehouse College (1948),
graduou-se em teologia, no Crozer Theological Seminary (1951) e assumiu
(1954) na cidade de Montgomery, Alabama, a posição de pastor
na Igreja Batista. Doutorou-se em filosofia na Universidade de Boston (1955)
e iniciou sua atividade política quando liderou um boicote, de duração
de 381 dias, contra a segregação racial nos ônibus
da cidade, conseguindo a revogação da proibição
através da Corte Suprema. Com base nos princípios cristãos
e em Gandhi, defendia a ação não-violenta como
forma de atingir seus objetivos e, regressando a Atlanta (1960) iniciou
uma campanha nacional de protestos pacíficos, foi preso e libertado
a pedido do então candidato presidencial John F. Kennedy.
Fortalecido pelo episódio, conseguiu a liberdade para os negros
do uso de bibliotecas, parques e lanchonetes (1960). Sua campanha anti-racista
atingiu o auge, quando mais de 200.000 pessoas participaram de uma concentração
diante do monumento de Lincoln, em Washington (1963), a famosa Marcha
para Washington, onde pronunciou seu famoso discurso I have a dream
(Eu
tenho um sonho), sobre a fraternidade universal, pedindo uma sociedade
com igualdade racial. No ano seguinte o governo americano sancionou a lei
dos direitos civis e aprovou a Lei dos Direitos de Voto para os negros.
Prêmio Nobel da Paz (1964) como
ativista dos direitos humanos, foi o primeiro negro a ser considerado
o Homem do Ano pela revista Time (1964). Morreu assassinado por
um atirador branco e racista, James Earl Ray, em Memphis, no Tennessee,
em 4 de abril (1968).
Figura copiada do site NetHistoria:
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