Mitologia Grega: Ulisses ou Odisseus
  Rei de Ítaca e nascido nesta ilha, um dos líderes do exército grego na guerra de Tróia, que surge em diversas obras gregas antigas como herói bravo e virtuoso e se converteu em símbolo da capacidade do homem para superar as adversidades. Filho do rei Laerte, que lhe legou o reino e Anticléia, foi educado, como outros nobres, pelo centauro Quírion e passou pelas provas requeridas para tornar-se rei. Ardiloso e político armador de intrigas e conspirações, também foi retratado como um exímio estrategista, tendo sido o autor do logro do cavalo de madeira, o famoso Cavalo de Tróia, junto com Diomedes, que levou a conquista da cidade pelos gregos. Ambos também planejaram e executaram o roubo do Palladium, uma estátua de Atena de Palas, que os troianos acreditavam ter caído do templo de Atena no céu, e que era a causa da invencibilidade de Tróia. Também descobriu Aquiles e o convenceu que o oráculo lhe profetizava grandes glórias como a rendição de Tróia, mas escondeu de Aquiles a segunda parte do oráculo, que profetizava também que ele morreria na guerra. Depois de pretender sem sucesso casar-se com Helena, cujo posterior rapto pelo tebano Páris desencadeou a guerra de Tróia, casou-se com Penélope. Terminada a guerra iniciou o regresso a Ítaca, mas um temporal afastou-o com suas naves da frota e aí começaram assim os vinte anos de aventuras pelo Mediterrâneo que constitui o argumento da Odisséia, protegido por Atena e perseguido por Posêidon, passou por incontáveis lugares e conheceu inúmeros e estranhos personagens. Perdeu todos os companheiros, mas sobreviveu graças a sua sagacidade. Retido vários anos pela ninfa Calipso, o herói pôde enfim retornar a Ítaca disfarçado de mendigo. Revelou sua identidade ao filho Telêmaco, eliminou os pretendentes à mão de Penélope e recuperou o reino, momento em que conclui a Odisséia. A literatura ocidental perpetuou, como símbolo universal da honradez feminina, a fidelidade de Penélope ao marido, assim como achou neste herói e suas viagens inesgotável fonte de inspiração.

OBS.: Nos conjuntos dos exemplos da história e literatura gregas, como modelo mitológico ou literário, sobressai o exemplo de Penélope, típico do imaginário ocidental, provavelmente, mais do que qualquer outra figura, a castidade e fidelidade ao marido. Sua figura simbolicamente representa a virtude do trabalho doméstico e o ideal de mulher caseira que lhe está vinculado. Inclusive a símbologia do pano, que tecia enquanto esperava a volta do esposo, traduz uma relação moralística ao trabalho doméstico, a única tarefa considerada decorosa para a mulher.

Figura copiada do site MITOLOGIA - HISTÓRIAS DE DEUSES E HERÓIS :
http://mitologia.turmadobar.com.br/