O deus da morte da mitologia grega nascido antes da criação
da humanidade por Prometeu, que servia
à Hades trazendo-lhe súditos,
e em geral é mostrado como um espírito alado e é irmão
gêmeo de Hipnos, o deus do sono. Como seus irmãos sofredores
e libertários, era filho de Érebo e de Nyx,
deusa da Noite, filha da união entre o Caos e
a Escuridão. Era representado como um jovem alado portando
uma tocha apagada. Embora bastante utilizado na arte e poesia, sua adoração
era apenas significativa em Esparta, onde era alvo do culto popular. Foi
descrito por Eurípides (484-406 a.
C.) como uma figura sinistra coberta de negro, passeando entre os homens
e com uma faca na mão. Porém outros autores gregos o descreveram
com uma aparência menos hostil e com asas. Para os gregos era um
deus, mas para os romanos era uma deusa e chamada de Mors.
Existe uma lenda que narra como o jovem Sísifo,
o rebelde, astucioso e esperto fundador e primeiro rei de Corinto, o derrotou
e o aprisionou quando este veio buscá-lo, dando, portanto, imortalidade
às pessoas. Por algum tempo os homens não morriam, até
que Ares o libertou.
Sísifo
foi condenado a descer aos infernos e teve sua punição final
nos moldes da concepção grega do inferno como lugar onde
se realizam trabalhos infrutíferos. Castigado após a morte,
por tentar dar poderes divinos aos humanos, à rolar continuamente
uma pedra pela montanha acima, em uma tarefa eterna, pois uma vez colocada
no alto, a pedra rola novamente para o pé da montanha. Além
dele, existiam a serviço do deus dos inferiores
Hades,
as serviçais
Erínias, as Fúrias
para os romanos, conhecidas como as deusas vingadoras que buscavam os criminosos,
e as Keres, deusas da morte violenta para buscar os mortais
comuns.
Figura copiada do site PROLEGOMENA:
http://www.forumancientcoins.com/ayiyoryitika/ProlegomenaEros.html