Deusa grega que representava todas as fases da Lua, cujo nome deriva do
grego
selas, significando
luz, claridade. Tida como
filha dos titãs Hiperion
e Téia e, portanto, irmã de Hélio,
o sol, e de Eos,
a
aurora.
Conta uma das lendas que os demais Titãs, movidos pela fúria
da inveja, lançaram o belo e feliz Hélio,
o Sol, às água do Erídano. A bela Selene,
a Lua, ao tomar conhecimento do trágico destino do
irmão, suicidou-se. Diante de tanto sofrimento, Téia
não acreditava que o filho estivesse morto e pôs-se a procurá-lo,
noites e dias seguidos, nas águas negras do Erídano, até
que adormeceu fatigada e, em sonho, o Sol apareceu-lhe e
pediu-lhe que não chorasse mais, pois agora ele vivia no Olimpo,
ao lado de Lua, junto dos imortais. Ao acordar, ela olhou
para o alto e viu seus filhos lá, iluminando tanto o sofrimento
como a alegria dos mortais. Assim, todo dia, o Sol acompanha o dia,
a Lua acompanha a noite, e sua irmã Eos,
a Aurora, vem antes do Sol, anunciá-lo. Outra lenda
fala de suas viagens através do céu em uma carruagem puxada
por bois ou cavalos. Também que teve uma filha com Zeus,
Pandeia,
e quatro filhas com seu irmão Hélio, as Horas,
que representam as quatro estações do ano. Mas um dos seus
mitos mais conhecidos foi o do seu envolvimento com um simples mortal,
mas belo pastor, Edimion, com quem teve cinqüenta filhos. A
deusa da lua se apaixonou por este mortal, mas como ele era humano, era
também suscetível ao envelhecimento e à morte. Para
solucionar este problema pediu a Zeus
que o tornasse imortal e eternamente jovem, e ele o fez, mas sob a condição
de dormir eternamente. Desta maneira, ele viveria sempre, dormindo com
a mesma aparente idade e todas as noites ela o visitava para se unir com
ele. Embora entre os gregos não houvesse um culto desenvolvido da
lua, e indícios de um tal culto foram encontrados no Peloponeso
após o período clássico. Ela não permanecia
em Olimpo como os demais deuses e sim no céu onde fazia sua jornada,
mas antes de começá-la se banhava no mar. Nas crendices populares
desempenhava um papel considerável em relação ao nascimento
e falecimento, crescimento e fertilidade, rivalizando inclusive com Artemis.
Era identificada pelos romanos como Diana e em sua forma
primitiva ela era adorada como uma vaca com os Chifres da Consagração,
em forma de lua crescente. Também era conhecida como tendo grande
importância na magia, muito associada à Artemis ou
Hécate,
sendo também conhecida pelo nome de Lua ou Luna e tradicionalmente celebrada no dia 7 de fevereiro.
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