Uma das divindades ditas alegóricas do pensamento mítico
grego e identificada com a deusa Vitória dos romanos,
que personificava a vitória, não
a criadora da vitória, mas sim a responsável por entregá-la
ao vitorioso. Era filha do titã Pallas ou Palante
e da oceânida Estige
ou Styx e tinha como irmãos Bia, a Força,
Crato, o Poder, e Zelo, o Ciúme. Normalmente
era representada com outros deuses portadores da vitória, principalmente
Zeus e Atena,
em uma forma alada, portando atributos como um ramo de palmeira ou uma
guirlanda. Também deve-se lembrar que Atena
muitas vezes representada segurando em uma das mãos uma pequena
imagem da deusa da vitória. Estige, sua mãe, era a
deusa dos juramentos solenes inquebráveis e, assim, a mitologia
mostrava desde então que para se ter a vitória, fazia-se
necessário promover um juramento solene consigo
mesmo, ou seja, é preciso, antes de tudo, desejar acertar para se
alcançar o objetivo. Devia ser evocada em toda e qualquer situação
que envolvesse ganhos, sucesso, vitória ou poder. Além disso,
há de se ter muita atenção, pois a vitória
mítica era irmã da força e do poder,
mas, também do ciúme. A mitologia greco-romana tem
ligações às mais curiosas e variadas com as coisas
do nosso quotidiano. Assim, a mensagem mitológica indicava que para
se obter o sucesso precisava-se de muita força e muito poder, e
ao mesmo tempo saber lidar com o ciúme, que certamente rondaria
este sucesso. Os nomes de deuses e heróis encontram-se associados
às coisas mais inimagináveis. Afinal, mesmo depois de milênios,
a influência clássica é ainda de elevada importância
em vários domínios e, assim, por exemplo, a marca esportiva
Nike tornou-se uma das mais importantes do mundo esportivo atual.
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