O mais célebre dos heróis da mitologia grega, um semi-deus,
o símbolo do homem em luta contra as forças da natureza.
Era filho de Zeus e
Alcmena,
a virtuosa esposa de
Anfitrião. Para seduzi-la,
Zeus
assumiu a forma de
Anfitrião enquanto este estava na Guerra
dos Sete Chefes. Quando seu marido retornou e descobriu o que tinha acontecido,
ficou tão irado que construiu uma grande pira e teria queimado Alcmena
viva,
se
Zeus não tivesse mandado nuvens
para apagar o fogo, forçando assim Anfitrião a aceitar
a situação. Desde que nasceu teve de vencer as perseguições
de Hera, que tinha ciúmes dos
filhos de Zeus com outras mulheres.
Tanto é que, com oito meses de vida estrangulou com as mãos
duas serpentes que a deusa mandou ao seu berço para o matarem. Ainda
criança revelou seu talento heróico e matou um leão
selvagem no Monte Citéron. Protegido pela deusa Atena,
sua entusiasta defensora, na vida adulta sobressaiu-se pela sua enorme
força e suas aventuras foram maiores e mais espetaculares do que
as de qualquer outro herói, tornando-se muito popular, desde os
tempos mais antigos. Por livrar a cidade de Tebas de um tributo que tinha
de pagar à de Orcómeno, o rei da primeira, Creonte,
filho de Meneceu, casou-o com a sua filha mais velha, Mégara.
Num acesso de loucura provocado por Hera,
matou os filhos tidos com Mégara. Após recuperar a
sanidade, foi a Delfos consultar um oráculo sobre o meio de se redimir
desse crime e poder continuar com uma vida normal. O oráculo ordenou-lhe
que servisse, durante doze anos, o seu primo Euristeu, rei de Micenas
e de Tirinto. Pondo-se ao seu serviço, o rei, simpatizante de Hera,
que não cessava de perseguir os filhos adúlteros de Zeus,
impôs-lhe, com a oculta intenção de o eliminar, doze
perigosíssimos trabalhos, gerando a lenda da sua maior realização:
Os
doze trabalhos de Hércules. O primeiro trabalho foi
quando se dirigiu a Beócia, cidade próxima de Tebas, e perseguiu
e estrangulou apenas com as mãos um enorme leão, o invulnerável
leão de Neméia, que devorava os rebanhos de Anfitrião
e de Téspio. A caçada durou cinquenta dias consecutivos,
durante a qual foi hóspede de
Téspio, período
em que se uniu com cada uma das suas cinquenta filhas e gerou a aguerrida
descendência conhecidos pelos
Tespíadas, que se espalharam
até a Sardenha. O segundo trabalho foi a destruição
da hidra de Lerna, uma cobra aquática com várias cabeças,
que ao se decepar uma cabeça, duas cresciam em seu lugar. Depois
veio a captura viva do feroz javali do Monte Erimanto, e a captura
da corça do Monte Carineu, o animal era sagrado da deusa
Artemis. O quinto trabalho foi a expulsão
dos pássaros estinfalos do Lago Estinfalo em Arcádia,
comedores de homens e que podiam atirar suas penas como se fossem flechas,
episódio em que contou com a ajuda do deus Hefesto.
Ainda no Peloponeso realizou o sexto trabalho, que foi a limpeza dos
currais do Rei Áugias de Élida, que possuía
grandes rebanhos de gado, mas cujos currais nunca tinham sido limpos. Seu
sétimo trabalho foi o primeiro fora de Peloponeso: a captura do
selvagem e fez touro de Creta, que depois foi solto e teria sido
morto por Teseu, em Maratona. Então
Euristeu
o enviou à Trácia para trazer os cavalos devoradores de homens
de Diomedes. Cumprida a tarefa, foi imediatamente mandado tomar
e trazer a cinta da rainha das Amazonas, as margens do Mar Negro.
Seus três últimos trabalhos, foram realizados fora das fronteiras
do mundo grego. Primeiro foi a distante Eritéia, para buscar o rebanho
de Gérião, figura assombrosa de que tinha um corpo
triplo, que era auxiliado por um feroz pastor chamado
Euritão
e um cachorro de duas cabeças e rabo de serpente chamado Orto.
Depois de eliminar estes inimigos mortais, Euristeu o enviou para
o Mundo Inferior com a missão de trazer Cérbero, o
próprio cão do Inferno. Para esta tarefa contou com
a ajuda de Hades e a rainha Perséfone.
Seu último trabalho: foi trazer para Euristeu, os Pomos
do Ouro de Hespérides, frutas douradas que eram a fonte
da eterna juventude dos deuses. A árvore era cuidada pelas ninfas
chamadas Hespérides e guardada por uma serpente, e
situava-se no jardim abaixo das montanhas onde o poderoso Atlas sustentava
os céus em suas costas. Como essas maçãs simbolizavam
a imortalidade, este trabalho final significou que ele pode ascender ao
Olimpo, tomando seu lugar entre os deuses eternos. Assim tornou-se o super-homem
grego, sendo muitas das estórias de seus feitos interessantes contos
de realizações sobre-humanas e monstros fabulosos.
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HERCUKANEUM:
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