Uma das mais poderosas das doze divindade gregas do Olimpo, deusa virginal da sabedoria,
da inteligência, da paz e da guerra, protetora da vida política,
das ciências e artes, e também da habilidade manual, identificada
com a antiga divindade italiana Minerva, protetora de Roma,
dos artesãos, poetas, professores e médicos, a partir do
terceiro século a.C. Filha de Zeus
com Métis, sua primeira esposa, saiu da cabeça de
Zeus, já adulta e completamente
armada para a guerra. Seu pai receoso depois advertido por sua avó
Gaia de que Métis lhe daria um filho e que este o
destronaria, assim como ele destronara Cronos e, este, Urano,
utilizou-se de um ardil, convencendo sua esposa a se transformar em um
animal diferente. Métis, imprudente, transformou-se em uma
mosca e ele aproveitou a oportunidade e a engoliu. Entretanto, Métis
já estava grávida e a gestação passou para
a cabeça de Zeus. Um dia Zeus sentiu uma forte dor
de cabeça e Hefesto, o deus ferreiro
e do fogo, abriu-a com um machado a pedido do próprio Zeus,
de onde ela saiu já adulta, com elmo, armadura e escudo. Ela tornou-se
a favorita do pai e junto com ele dividia o poder das tempestades e dos
relâmpagos e usava a Aegis, o escudo com a cabeça de
Medusa. Tornou-se a deusa mais poderosa, ensinou aos homens praticamente
todas atividades, como caça, pesca, uso de arco-e-flecha, costurar
e dançar. Obteve várias vitórias sobre Ares,
o deus da guerra e seu grande rival, e venceu Poseidon
na competição para a posse da cidade de Atenas que
ganhou o seu nome. Ela era a deusa do trabalho, como também das
artes domésticas e especialmente da arte de tecer. Uma mortal, uma
jovem lídia chamada Aracne, havia desenvolvido uma grande
capacidade de fiar, tecer e bordar. Qualquer pessoa que a via pensava que
a deusa lhe havia ensinado essa arte. Mas Aracne negava isso, pois
se considerava melhor que a própria deusa. Chegou até a desafiá-la
para uma competição, dizendo que pagaria a penalidade se
fosse vencida. Ao ouvir isso, e a deusa ficou descontente e tomando o aspecto
de uma anciã, ela visitou Aracne e avisou-a que era melhor
desafiar outras mulheres e pedir perdão a deusa por sua impudência.
Como Aracne não se conformou, elas começaram a competição.
Ela teceu a cena de sua competição com Poseidon,
na presença dos doze deuses do Olimpo. Poseidon acabava
de criar o cavalo e Atena a oliveira.
Nos quatro cantos de sua peça havia cenas mostrando o que acontecera
com mortais que haviam desafiado os deuses no passado. Mas a desafiante
não desistiu do duelo e teceu cenas mostrando os erros e as falhas
dos deuses. Seu trabalho era bem feito, mas, enquanto avançava,
apareciam cada vez mais insultos contra os deuses. Irritada, a deusa bateu o tecido com sua lançadeira e cortou-o em pedaços.
Tocou Aracne na testa fazendo-a entender a extensão da ofensa
que havia cometido, que de tão envergonhada acabou se enforcando.
A deusa disse-lhe que podia continuar vivendo, mas para que ela aprendesse
a lição, seus descendentes deveriam continuar pendurados.
Assim, foi transformada em aranha, sempre fiando a linha pela qual
permaneceria suspensa e, assim, até hoje o nome que designa a aranha em grego
é aracne. Também grafada como Palas Atená,
freqüentemente é associada a um escudo de guerra, à
coruja da sabedoria ou à oliveira. Segundo Homero, desempenhou
um papel importante apoiando os gregos na Guerra de Tróia e teve
participação no julgamento de Páris. Também
teve importante participação no julgamento de Areópago,
quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas e o absolveu
dando o voto de desempate, o famoso voto de Minerva, seu nome romano.
(Colaboração de Renato Monteiro Kloss: rkloss@onda.com.br)
Figura
copiada do site ATHENA:
http://www.athena.gr/index.php